Fim da tempestade inglesa?

Rishi Sunak será o novo primeiro-ministro do Reino Unido

Rishi Sunak tem origens indianas e pratica o hinduísmo, sendo o primeiro com essa origem e religião a comandar o Reino Unido.

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O político Rishi Sunak, 42 anos, é o novo primeiro-ministro do Reino Unido após a única concorrente à disputa para a liderança do Partido Conservador, Penny Mordaunt, anunciar que estava desistindo de concorrer ao cargo nesta segunda-feira (24). Segundo fontes da BBC, Sunak deve assumir formalmente o cargo já nesta terça-feira (25).

Em nota, Mordaunt justificou a desistência dizendo que os britânicos estão vivendo em um tempo “sem precedentes” e que a decisão de nomear Sunak “é histórica e mostra, mais uma vez, a diversidade e o talento do nosso partido”. “Rishi tem todo o meu apoio”, acrescentou.

Assim como os demais países europeus, o Reino Unido enfrenta uma pesada crise econômica por conta da alta da inflação. A instabilidade é provocada por conta da disparada nos preços da energia e dos combustíveis.

Durante o fim de semana, outra desistência foi de Boris Johnson que, apesar de não ter se candidatado à função novamente de maneira oficial, era apontado como favorito entre os conservadores para ser premiê.

Tanto Sunak como Mordaunt haviam perdido a longa disputa para suceder Johnson, que renunciou em julho em meio a uma série de escândalos privados e uma grave crise econômica. O processo dessa vez, porém, foi acelerado.

Sunak tem origens indianas e pratica o hinduísmo, sendo o primeiro com essa origem e religião a comandar o Reino Unido. Defensor do Brexit, a saída do país da União Europeia, e considerado pragmático, o político já foi ministro das Finanças e atuou em cargos dos últimos governos conservadores.

No entanto, o político escolhido tem uma visão oposta, especialmente, da economia de sua antecessora, Liz Truss, que ficou apenas um mês e meio no cargo após tentar emplacar uma série de reformas econômicas de austeridade.

Porém, se o novo premiê fracassar na tentativa de manter os conservadores no poder até as próximas eleições, programadas para março, é muito provável que o Reino Unido vá às urnas novamente ainda neste ano.


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