O que fazer em Piratini? Conhecendo a história da República Rio-Grandense

Quem gosta de cultura Rio-Grandense deve estar familiarizado com a cidade de Piratini.

Praça da República Rio-Grandense, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)
Praça da República Rio-Grandense, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)

Quem gosta de cultura Rio-Grandense deve estar familiarizado com a cidade de Piratini. Não é à toa que ela tem importância a nível nacional, afinal ela foi um dos primeiros locais no Brasil a definir um centro histórico e regular sua ocupação.

Em nossa visita, ficamos encantados com a quantidade de prédios históricos preservados na cidade. Na verdade, temos a impressão de que é mais difícil encontrar uma construção nova do que uma antiga. Muitos locais são museus ou até prédios públicos. Mas o mais legal é que casas de moradia e comércio também preservam a história.

Mas vamos ao fato do qual torna ela mais conhecida e celebre: ter sido a Capital da República Rio-Grandense, proclamada durante a Revolução Farroupilha, em 1836. Foi este fato que nos levou até lá. Afinal, história e construções antigas é com a gente mesmo.

A cidade tem muitos prédios tombados como patrimônio nacional e estadual. Aqui vamos mostrar alguns que visitamos (afinal, não deu pra visitar todos pois faltou tempo, porque cada um tem uma história que merece ser contada e ouvida).

Existem um trajeto que pode ser feito (e ele é marcado pelo chão da cidade e nas construções) que se chama Linha Farroupilha. Ela vai levando a gente entre as ruas da cidade e em frente a cada prédio tem um pequeno resumo da história da edificação. Achamos isso incrível.

Palácio do Governo Farroupilha

Visitamos o prédio e fomos recepcionados com muita história. O prédio foi construído em 1926 e nele Piratini foi declarada, em 1936, a capital da República Rio-Grandense.

Palácio do Governo Farroupilha, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)
Palácio do Governo Farroupilha, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)

Hoje ali funciona o Museu Barbosa Lessa onde é possível ver a história da povoação local a partir de 1789, desde índios, escravos à ocupação luso-brasileira. No prédio há móveis da época da Revolução Farroupilha, documentos e até o antigo cofre da cidade. Eventualmente são feitas apresentações teatrais que encenam à época com personagens como Bento Gonçalves e Caetana que andam pela casa contando histórias.

Museu Barbosa Lessa, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)
Museu Barbosa Lessa, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)

Antiga Cadeia

A edificação foi iniciada em 1855, para que fosse instalada a Cadeia Pública da cidade. O curioso é que antes mesmo de a obra terminar foi vetado o uso para este fim pois ficava muito próximo a igreja (o que acharam inadequado). A casa acabou por se tornar de moradia residencial, após algumas adaptações.

Antiga Cadeia, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)
Antiga Cadeia, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)

Casa de Camarinha

Prédio construído aproximadamente em 1789. Ele consta como sendo o primeiro prédio povoado de Piratini, ou seja a primeira casa da cidade. Como gostamos de arquitetura antiga, foi um prato cheio admirar a estrutura da casa.

Antigo Teatro Sete de Abril

Construído por volta de 1830, se manteve em atividade até 1845. O local foi utilizado para saraus e bailes, onde se dançava o fandango ao som da viola. Muitas festas e homenagens ocorreram no lugar durante a Revolução Farroupilha.

Antigo Teatro Sete de Abril, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)
Antigo Teatro Sete de Abril, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)

Obelisco ao Centenário Farroupilha

Ele está localizado na Praça da República Rio-Grandense. É um monumento construído em comemoração ao Centenário da Primeira Capital Farroupilha. O busto contido nele é de Bento Gonçalves, um dos mentores da Revolução Farroupilha e eleito como presidente da República onde ali teve sua primeira capital.

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição

Foi construída entre 1840 e 1854, no local onde havia outra igreja, a qual teve uma torre avariada quando a Revolução eclodiu. Assim a igreja antiga foi demolida e construída a nova. A gente tentou entrar, mas como são tempos de pandemia ela não estava aberta em nenhuma das vezes que passamos por ali, uma pena pois queríamos muito conhecer (fica para a próxima visita).

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)
Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)

Prefeitura Municipal

Abrigou a Antiga Casa da Câmara, hoje lá funciona a Prefeitura Municipal de Piratini. Foi construída em 1858.

Prefeitura Municipal, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)
Prefeitura Municipal, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)

Calçamento Original

Atrás do prédio da prefeitura há um trecho com a antiga pavimentação da cidade, feito em pedras irregulares de granito em diversos tamanhos. A gente é claro que aproveitou e tirou uma foto para registro. Lembramos também de Rio Pardo, que tem a Rua da Ladeira, onde a pavimentação original também é mantida.

Calçamento Original, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)

Museu Histórico Farroupilha

Construído em 1819, o prédio pertenceu ao capitão Manuel Gonçalves Meirelles, tio de Bento Gonçalves da Silva. No período farroupilha ali foi instalado o Ministério da Guerra e abrigou em 1837, uma escola pública para meninos. Em 1878 voltou a ser residência. Em 1953 o Governo do Estado criou o Museu Histórico Farroupilha, instalado no sobrado no ano seguinte.

Museu Histórico Farroupilha, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)
Museu Histórico Farroupilha, Piratini/RS (Foto: Sem Roteiro)

Hoje em dia abriga o Museu Histórico Farroupilha (o qual só conseguimos ver por fora). Também vai ficar para a próxima visita, pois de acordo com o que ouvimos a respeito, tem um acervo imenso e muitas peças e documentos relativos à época da Revolução Farroupilha.

Como vocês puderem ver, faltou tempo para que conseguíssemos visitar tudo. Afinal a gente gosta de caminhar e ver a cidade como um todo e depois ir aprofundando nos detalhes. Mas não subestime, se você quer ver e ouvir toda a história (que como dissemos, merece ser ouvida) dois dias não serão o suficiente. A não ser que você seja muito objetivo (rsrs), não é o nosso caso.

Quando visitamos um local, conversamos com os moradores, pegamos dicas, nos “perdemos” admirando detalhes e assim o tempo vai passando. Certamente vamos voltar conhecer os detalhes que ficaram de fora, afinal, há muitos casarios de personagens importantes da história Riograndense que não conseguimos dar a devida atenção.

Agora vai lá nas nossas redes sociais (Facebook e Instagram), que deixamos uma foto nossa na cidade, queremos saber se vocês conheciam esse lado da história do Rio Grande do Sul.


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