Uma grande cidade com a maior praia do mundo

Em nossa Roadtrip pelo Sul do Rio Grande do Sul nossa primeira parada (efetiva, kkkkk, logo entenderão) foi em Rio Grande. Saímos de Porto Alegre pela manhã e seguimos em direção ao sul pela BR-101, esse não é o caminho convencional, pois a maioria do pessoal utiliza a BR-116 para seguir até lá, mas a gente é diferente, vocês já sabem, kkkkk.

Caminho Alternativo

O caminho por essa rodovia é bem tranquilo e segue a direção de Mostardas (caso você não tenha se localizado ainda, rsrs). Não tem muito movimento na estrada, além de alguns caminhões carregando cebola. Alguns trechos tem buracos, mas nada demais. Na verdade quando decidimos ir por lá não sabíamos o que esperar (pois a tempos atrás, a estrada era de areia), mas a gente é desses que mete a cara mesmo para ver qual é, kkkk.

Depois de percorrer nosso caminho, chegamos ao final da Rodovia (sim tinha uma placa que dizia, final da rodovia, foi engraçado). Então chegamos numa cidadezinha, São José do Norte. É uma cidade pequena, sem prédios, com arquitetura antiga e uma igreja linda (estava em obras, não pudemos entrar, leia-se uma carinha triste).

A impressão é que estávamos em uma cidadezinha de interior do nordeste. Aliás, São José do Norte é uma das cidades mais antigas do Rio Grande do Sul, ela foi fundada em 25 de outubro de 1831.

A travessia de barca

Ali pegamos a barca para atravessar para Rio Grande (esse deve ser o motivo de o pessoal não escolher essa rota, mas como somos Sem Roteiro, o negócio é pelo não-convencional, haha). Deu um friozinho colocar o carro em cima da barca, mas foi super tranquila a travessia (sem contar o caminhoneiro que pregou uma peça na gente dizendo: – Olha, o caminhão tá se mexendo, kkkk). Foi um baita susto.

No final das contas valeu a pena ter procurado a fila para fazer a travessia. A gente não sabia como funcionava o sistema, ficamos perdidos no começo (hahahaha). Mas é bem fácil é só ver onde tem uma fila de carros. O negócio é perguntar se é a fila ou não (quem tem boca vai à Roma, né galera?).

Hospedagem cheia de história

Na hora de fazer a reserva, a primeira coisa que chamou a nossa atenção foi o estilo do Hostel Rheingantz: antigo e bem organizado. Isso que chamou a nossa atenção na hora da escolha. E não erramos!

Essa hospedagem é cheia de história, ficou bastante marcada. A gente se sentiu no passado, parecia cenário do desenho Aventuras de Tintim: um casarão antigo em uma cidade antiga perto da costa e vários barcos.

Durante os cafés, a gente teve várias aulas de histórias com o proprietário do hostel. Era um verdadeiro café cultural. Mas temos que ressaltar aqui também que o café era muito bom (dava até uma preguiça de sair da mesa kkkk). E sem dizer que a gente se sentiu em casa.

Ficamos sabendo também que a casa onde fica o hostel era a casa dos operários de uma fábrica têxtil que foi muito importante na cidade. O prédio da fábrica que fica bem próximo é lindo, uma pena estar “abandonado”. A arquitetura dele nos lembrou os prédios da França (como o da prefeitura de Paris). Em uma visita no museu da cidade pudemos conhecer mais sobre a história do prédio.

Igreja mais antiga do RS

Conhecer a igreja mais antiga do Rio Grande do Sul foi que nos levou a Rio Grande. Mas não quer dizer que temos que deixar os outros pontos turísticos de lado, pelo contrário, a gente anda por tudo. Mas por tudo mesmo (de ficar com os pés doendo de tanto caminhar, média de 20 quilômetros em cada passeio).

Pela nossa localização, sem querer ficamos próximo da Catedral de São Pedro. Ela foi fundada em 25 de agosto de 1755. Ao visitar o local, a gente se sentiu em Lisboa! A igreja também lembra muito outra de origem portuguesa, a de Santo Amaro que também já visitamos e contamos para vocês (se você não leu, clique aqui).

Museus

Durante as nossas viagens, a gente sempre procura conhecer os museus que tem na cidade, e em Rio Grande não foi diferente. A nossa diversão é procurar eles enquanto andamos pelas ruas (o Google Maps é um grande aliado).  E valeu bastante a pena! No Museu Oceanográfico, que tem entrada gratuita, conhecemos pinguins. Sério gente é muito tri ver esses bichos de perto ( a gente parecia criança hahaha). Lá também fica o Museu Antártico que conta a história das expedições para este continente e a Ilha da Pólvora. Essa tem travessia de barco (mas perdemos o horário do último, uma pena).

No Museu da Cidade de Rio Grande, nós achamos um cobertor com o nome do hostel que ficamos hospedados, nos ajudou a atender um pouco mais sobre o local. O museu é bem interessante, ainda mais se você gosta de história. Ele mostra como era o cotidiano dos moradores de Rio Grande. Mas teve um objeto que chamou bastante a nossa atenção: um cuspidor público. Ele é bem antigo e mostrou que na época os moradores eram preocupados com a tuberculose.

Viu gente… viajar enriquece o nosso conhecimento!

A maior praia do mundo

O caminho para a praia do Cassino foi divertido. Ao sairmos do hostel, seguimos em direção ao porto e no caminho passamos por trilhos e avistamos os trens de cargas. Deu um medinho passar pelos trilhos (a gente não é acostumado, são cenas diferentes kkkk), mas foi bem legal ouvir o barulho deles. Isso foi um bônus durante o nosso trajeto para conhecer a praia do Cassino.

É normal o trânsito de carro pela praia. A gente andou também e foi bem tranquilo, não tivemos problemas. Foi um jeito bem diferente para nós de conhecer o Cassino. Mas a gente não ficou só no carro, não! A gente caminhou pela praia e colocamos os pezinhos na água também…hahaha.

Os vários cataventos do parque eólico próximos da praia ajudam a dar um certo encanto. Ah, a gente aproveitou bastante o cenário (com os cataventos ao fundo) para tirar bastante foto.

Nossa trip pelo Sul do estado foi enriquecedora. Rio Grande tem muita história. É uma grande cidade (tanto em extensão quando em cultura). Vale a pena visitar. E aí, curtiram? Conta pra gente!

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