Feriado da Revolução Farroupilha no melhor estilo Sem Roteiro de ser

No feriado de 20 de Setembro, a gente escolheu um município gaúcho rico em cultura açoriana: General Câmara. A cidade fica a 76 km de Porto Alegre e tem cerca de 9 mil habitantes.

Bom, chegando lá fomos surpreendido com a quantidade de “casinhas do exército”. Na verdade, a gente achava que eram só umas três ou cinco, mas elas são várias (hahaha). O legal que as casinhas dão um certo encanto para a cidade, e têm famílias que moram nelas. O  Arsenal de Guerra, que fica nas margens do Rio Taquari, também chamou a nossa atenção pelo gigantesco tamanho, ficamos imaginando como era tudo antes.

Para quem gosta de história, General Câmara é um prato cheio, dá para escolher se quer falar sobre os períodos de guerras ou sobre os imigrantes açorianos. Ah, e para quem gosta de tirar fotos com prédios antigos e históricos é um excelente lugar. Nós não perdemos tempo, aproveitando bastante para conversar sobre o lugar e para tirar fotos para guardar como lembrança.

A cidade é bem tranquila, caminhamos sem problemas, sem precisar ficar se cuidando. A única coisa que a gente lamentou foi com a falta de cuidado com algumas casas da vila militar e alguns prédios antigos, estavam bem abandonados. Mas isso não mancha o encanto da cidade (esperamos que o pessoal continue cuidando dos outros, hahaha).

Depois de visitar o centro de General Câmara, partimos para o “Caminho Açoriano”. Lá é tudo bem organizado, tem placas identificando os monumentos históricos. O primeiro foi o mirante que dá a vista para a localidade de Santo Amaro, a gente vê a igreja lá no fundo.

Chegando lá é como se estivéssemos entrando em uma vila dos séculos XVIII e XIX. Tem uma grande praça no meio, com os casarões ao redor uma igreja (que a gente tanto adora, como vocês sabem) ao fundo.

A Igreja foi a primeira coisa que nos chamou atenção ao pesquisar sobre o lugar, ela é linda (apesar de neste momento estar em manutenção da pintura externa). Descobrimos que sua construção é de 1787 o que a torna a quarta igreja mais antiga do estado.

Ela não estava aberta à visitação, mas tivemos a sorte de encontrar uma menina que trabalha na casa do turista, que gentilmente abriu a igreja. Nos contou algumas histórias do lugar, inclusive o fato de que, por fora a ela parece enorme, mas por causa de suas paredes de 1,80m de grossura a tornam pequena por dentro, mas não menos encantadora, com seu altar de madeira.

Visitamos também a Barragem de Amarápolis e tivemos a sorte de encontrar um navio fazendo a travessia, o que foi bem legal. Mas o mais legal é o caminho para lá, que a gente ficou se perguntando como que funcionava, porque dos dois lados da estrada tem rio passando (a gente ficou intrigado mesmo, rsrs).

Outra parada da nossa visitação foi a antiga estação de trem, que é uma pena estar “abandonada”, pois é bem linda e tem um potencial incrível (inclusive soubemos que há um tempo atrás abrigava um restaurante).

Os casarões que têm na vila dão um charme ao lugar, todos bem pintados, mas infelizmente nem todos bem cuidados, como a casa de cultura e pasmem, a nossa “cereja do bolo”, a casa onde nasceu o primeiro presidente da “República dos Pampas”. E tudo isso sem saber nem combinar nada no feriado da Revolução Farroupilha (isso é o melhor estilo Sem Roteiro, rsrs).

Em resumo, visitar General Câmara, foi uma viagem para o passado, impressionante ver todas essas construções contando a história do nosso estado e país. E ter gente jovem (como a Ingrid, a menina da casa do turista) disseminando essa história para quem possa interessar.

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