Preço da cesta básica cai em Porto Alegre, mas ainda é o mais caro do país

Foto: Daniela Barcellos/ Palácio Piratini

O preço da cesta básica caiu um pouco de preço em novembro em 17 das 21 cidades, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. O levantamento, realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) aponta que, em Porto Alegre, a retração foi de 0,6%, mas o conjunto de itens segue segue sendo o mais caro do país.

Em Porto Alegre, no mês de novembro, o preço da cesta básica atingiu o valor de R$ 444,16. Conforme o Dieese, os gaúchos que vivem com um salário mínimo precisam comprometer o equivalente a 51,52% do valor líquido para comprar a cesta básica.

A cidade de São Paulo aparece na sequência da lista de capitais mais onerosa, onde a cesta foi estimada em R$ 423,23, valor 1,14% inferior ao do mês anterior. O custo dos itens essenciais na mesa dos paulistanos acumula queda de 3,57% no ano e de 6,03%, em 12 meses.

O terceiro maior valor da cesta básica foi constatado em Florianópolis (R$ 415,00), onde o preço médio teve retração de 0,34% em relação a outubro, de 8,55% desde janeiro e de 10,99% em 12 meses. O valor mais baixo foi encontrado em Salvador (R$ 315,98), seguida de João Pessoa (R$ 324,90) e Recife (R$ 327,85).

As maiores quedas ocorreram no Rio de Janeiro (3,25%), Belém (2,26%) e Brasília (2,12%). As quatro altas foram registradas no Nordeste: Aracaju (0,21%), Maceió (0,44%), Recife (0,58%) e Natal (0,96%). No acumulado do ano, todas as capitais tiveram redução. O recuo mais expressivo ocorreu em Campo Grande (14,43%), onde o valor da cesta atingiu R$ 364,33.

Estimativa do salário mínimo ideal

De acordo com estimativa, o salário mínimo ideal deveria ser de R$ 3.731,39 para a compra da cesta e para as despesas essenciais de uma família de quatro pessoas. Esse valor equivale a 3,98 vezes o mínimo em vigor. Em igual mês de 2016, o ganho foi avaliado em R$ 3.940,41 ou 4,48 vezes o salário mínimo, que, naquela época, era de R$ 880.

Deixe um comentário para este conteúdo

O Agora no RS não se responsabiliza pelo conteúdo, opiniões e comentários realizados pelos usuários. O veículo pode, a qualquer tempo, moderar, excluir ou banir qualquer conteúdo publicado por estes em qualquer seção do site ou de suas páginas na rede social Facebook.