Traficantes gaúchos que arquitetavam resgate de comparsa na PASC são presos no Paraguai

Criminosos foram presos quando iam comprar armamento. Foto: Senad Paraguay/ Divulgação

Uma ação da polícia paraguaia, que contou com o apoio da Polícia Federal brasileira, prendeu, nesta quinta-feira (25), dois criminosos que haviam fugido do Presídio Regional de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, no final de 2017. Os traficantes estavam em Ciudad del Este, no Paraguai, para contatar um fornecedor de armamento.

Conforme a Polícia Federal, o bandido Deivid Andriel de Mello, conhecido como “Dedé”, e o comparsa de crimes Alceu Ribeiro, estavam na região para arquitetar a fuga de Antonio Marco Braga Campos, o “Chapolin”. A ação planejada pela quadrilha consistia em, com forte armamento, retirar o criminoso de dentro da Pasc (Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas).

Os dois detidos haviam fugido em 17 de novembro do ano passado em uma fuga em massa do Presídio Regional de Santa Cruz do Sul. Na ocasião deixaram o presídio 26 detentos.

Além dos dois fugitivos, foram presos Fernando Domingo Dos Santos, Luis Fernando Demitte e Juliana Caldeira de Aguiar, todos brasileiros. Deivid Andriel é filho de outro traficante: Osni Valdenir de Mello, o “Sapo”, que já foi considerado um dos principais vendedores de entorpecentes do Vale do Rio Pardo e era conhecido como “Barão da droga”. O bandido estava preso desde abril de 2016 e foi condenado a 43 anos de prisão por tráfico de drogas, roubo a bancos e mais de 50 homicídios.

Segundo a Polícia Federal, a ação desta quinta “faz parte de um conjunto de novas estratégias de cooperação policial direta internacional com foco no combate à criminalidade transnacional, bem como no enfrentamento das facções criminosas que atuam na região”.

“Essa ação demonstra o compromisso da PF com o combate ao crime organizado e às facções criminosas, lançando mão de todos os recursos legais que estão disponíveis para esse enfrentamento. Nesse contexto a cooperação internacional é fundamental para alcançarmos melhores resultados”, declarou o Diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado, DPF Eugênio Ricas.