Divulgado o balanço semanal da Operação Tapa-Buracos em Porto Alegre

Foco tem sido a demanda represada e o que não depende de maquinário especial. Foto: Cesar Lopes/PMPA

A Operação Tapa-Buracos da prefeitura executou serviços em pontos de mais 32 vias da Capital na última semana, do dia 30 de abril a 4 de maio. Desde 20 de abril, quando os trabalhos foram intensificados, em dez dias úteis de trabalho, a operação já passou por 59 ruas de Porto Alegre. A demanda é grande, e segundo a prefeitura o foco têm sido os locais de maior trânsito e no atendimento de demandas represadas do 156. Quem circula pela cidade sabe o quanto há pedidos na espera. Mesmo assim, o executivo incentiva que a população siga informando os problemas.

Conforme o secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim), Luciano Marcantônio, a prioridade da prefeitura é amenizar significativamente a condição asfáltica das ruas. “Pedimos que a população nos ajude a fiscalizar e que direcione para o telefone 156 demandas e contribuições”, destaca.

O secretário esclarece que, neste momento, a Divisão de Conservação de Vias Urbanas (DCVU) da secretaria age somente em buracos que comprometem a segurança no trânsito, com exceção de ondulações, trincas e demandas que exigem maquinário especial. “Primeiro precisamos priorizar o atendimento das urgências, mas estamos trabalhando para contemplar todos os aspectos que necessitam ser melhorados nas ruas de Porto Alegre”, disse. As equipes da DCVU estão sendo ampliadas gradativamente. Atualmente atuam três equipes próprias e três terceirizadas.

Após três licitações que resultaram desertas, a Operação Tapa-Buracos foi normalizada no dia 20 de abril, graças à compra emergencial de 200 toneladas de Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), empregado na mistura com britas e areia para a fabricação de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), adequado à conservação de vias. Duas questões provocaram a dificuldade de encontrar fornecedores: o histórico de problemas de pagamento pela prefeitura, que ocasionou insegurança no mercado, e a nova política de reajuste de preços da Petrobras, única fornecedora de CAP do Brasil. A prefeitura prepara um edital de licitação, adequado às novas normas da estatal, que deve ser lançado ainda neste mês.

No total, foram adquiridas 200 toneladas de CAP, que resultarão em mais de 3,3 mil toneladas de concreto quente para ser aplicado nas vias da cidade. O asfalto é produzido na Usina Asfáltica do Sarandi, e as equipes da Smim se deslocam para cumprir a programação diariamente, de acordo com as condições climáticas.

Fonte: PMPA