Agentes de endemias recebem kit de coleta de escorpião

Pinças longas e luvas com raspas de couro compõem o kit. Foto: Cristine Rochol/PMPA

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância em Saúde, e o Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf) entregaram nesta sexta-feira (13), no Centro de Saúde Santa Marta, no Centro Histórico, luvas reforçadas e pinças. O Equipamento de Proteção Individual é adequado para coleta de animais como o escorpião e será utilizado por Agentes de Combate a Endemias (ACE) que atuam na Gerência Distrital Centro (junto aos serviços municipais de saúde Santa Marta, Modelo e Santa Cecília). (Fotos)

Nesta semana, outras entregas foram feitas nas GD Noroeste/Humaitá/Navegantes/Ilhas (GD NHNI), na US IAPI, e Norte/Eixo-Baltazar, na zona Norte. Os 72 ACE que receberão os kits foram capacitados previamente em relação aos cuidados com o escorpião amarelo, espécie que provoca acidentes graves, com risco de morte das vítimas, especialmente crianças, após a inoculação do veneno, e receberam informações para orientação às comunidades onde atuam. No dia 20, haverá a entrega ao último grupo de agentes, na GD Partenon-Lomba do Pinheiro, onde dois acidentes com escorpião amarelo foram registrados. Juntamente com a distribuição do kit de coleta, a bióloga Fabiana Ninov fará uma atualização da situação local. Também está em planejamento, uma nova rodada de capacitação para os ACE que não foram capacitados na primeira etapa, realizada em 2017.

O diretor-geral da Vigilância em Saúde, Anderson Lima, lembrou que em 2001 foram identificados em Porto Alegre os primeiros exemplares do mosquito Aedes aegypti, mesmo ano em que foi visualizado pela primeira vez um escorpião amarelo, e que desde 2010 a SMS monitora a presença do vetor da Leishmaniose, o flebotomíneo, na Capital. “É preciso estar preparado para resolver situações ou problemas quando eles surgem, e temos a convicção de que a cidade está melhor atendida com a capacitação dos agentes, que estão aptos a enfrentar mais este desafio”, resumiu o gestor.

Estatísticas

Em Porto Alegre, a primeira visualização de escorpião amarelo foi registrada em 2001. Os animais foram visualizados na Ceasa, considerada porta de entrada para o animal na cidade, a partir de caminhões com hortifrutigranjeiros vindos da região Sudeste do País. De lá pra cá, os escorpiões amarelos adaptaram-se na cidade, sendo já considerados animais domiciliados. Visualização de animais foi registrada em seis bairros da Capital desde 2001: Lomba do Pinheiro, Partenon, Anchieta, São Geraldo, Passo D’Areia e Centro. Em 2017, cinco acidentes (quando pessoas são picadas) foram registrados. Até hoje, o caso mais grave confirmado em Porto Alegre foi o de um menino de cinco anos, morador do bairro Lomba do Pinheiro, que precisou ficar hospitalizado na UTI do Hospital de Pronto Socorro por três dias, no mês de outubro de 2017.