Técnico do Japão assume a responsabilidade pelo “antijogo” contra a Polônia

Lance da partida entre Japão e Polônia. Foto: Getty Images

O Japão precisava de apenas um empate para ir para as oitavas de final da Copa, mas a Polônia acabou vencendo por 1 a 0, o que fez com que os japoneses contassem com uma vitória de Colômbia ou Senegal para passar de fase. E deu certo, mas os asiáticos precisaram usar do antijogo para garantirem o resultado de sua partida, algo que não agradou aos torcedores no estádio.

As vaias de ambas as torcidas mostraram a desaprovação que aquele gesto japonese havia causado em todo o público. Durante a coletiva, o técnico Akira Nishino assumiu a responsabilidade pelo “antijogo”.

“Eu decidi por tentar manter o resultado, e ter a certeza de que o imponderável não entrasse em cena no nosso jogo. Então eu passei a contar com o resultado da outra partida. Nós não estamos felizes com a situação, não foi intencional, não era a nossa intenção ficar nos arrastando em campo, mas tive que contar com o resultado da outra partida. Ouvi vaias no estádio, acho que os jogadores também ouviram, foi muito desagradável”, disse Nishino.

Cartão amarelo

Pela primeira vez na Copa do Mundo, uma seleção passa para outra fase da competição pelo critério do fair-play. O Japão, mesmo perdendo para a Polônia por 1 a 0, foi beneficiado pela derrota do Senegal para Colômbia também por 1 a 0. O resultado classificou os colombianos, em primeiro lugar no Grupo H, e deixou japoneses e senegaleses iguais em número de pontos ganhos e de saldo de gol.

A decisão para saber então quem passaria para as oitavas de final, como segundo do grupo, foi o critério do fair-play. Com dois cartões amarelos a menos que Senegal, a classificação ficou com o Japão por ser a equipe mais disciplinada.