Serviços de dragagem do Arroio Dilúvio continuam nesta quarta

Além da dragagem, arroio conta com ecobarreira em um dos pontos. Foto: Luciano Lanes/ PMPA

Prosseguem nesta quarta-feira (9), os serviços para a dragagem do Arroio Dilúvio, no trecho entre as ruas Silva Só e São Vicente. Inicialmente, está sendo construída uma rampa de acesso ao arroio, para que as máquinas possam entrar no local. A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb) por meio da Divisão de Manutenção de Águas Pluviais (Dmap), iniciou o trabalho nessa terça-feira, 8. A última dragagem no Arroio Dilúvio ocorreu em novembro de 2016.

No contrato vigente, foi inicialmente dragada a bacia de detenção do Parque Marinha do Brasil, visto que o Município tinha um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público que previa a dragagem da bacia uma vez ao ano. Na Bacia do Marinha, foram retiradas mais de 7,3 mil toneladas de resíduos. Já na dragagem do canal de entrada da casa de bombas 6, localizada na avenida dos Estados, 2905 (embaixo do viaduto da Freway), no bairro Anchieta, foram 800 toneladas. A última ação, antes do início dos trabalhos do Arroio Dilúvio, foi executada no Arroio Cavalhada, entre a av. Icaraí e a av. Diário de Notícias. Foram retiradas cerca de 9,2 mil toneladas de material presente no arroio.

“O novo contrato de dragagem, que está em funcionamento desde outubro de 2017, inova em aspectos de controle e fiscalização dos serviços, bem como dá garantia de um destino ambientalmente correto para os resíduos retirados dos arroios. A dragagem do Arroio Dilúvio focará num dos trechos de maior assoreamento, justamente para aumentar a capacidade de vazão, especialmente nos períodos de chuvas”, afirma o titular dos Serviços Urbanos, Ramiro Rosário.

O material retirado do Arroio Dilúvio é formado basicamente por areia, classificado, a partir de análises em laboratório credenciado, como Classe II-A (NBR 10.004 de 2014), o que significa que não é perigoso e inerte (não apresentam perigo para a área onde estão, não são perigosos e não podem contaminar áreas de maneira irreversível). O material é enviado para aterros com Licença de Operação para recebimento desse tipo de resíduo.

Ecobarreira já retirou mais de 376 toneladas de resíduos

Outra medida para limpeza do arroio é a Ecobarreira. Instalada em março de 2016, no Arroio Dilúvio, o sistema continua ativo ao impedir que resíduos contaminem as águas do Guaíba. Até o final de março, o total de materiais içados contabilizava 376,5 toneladas. Dentre o que foi retirado, há a predominância de plásticos, isopor, folhas, galhos, madeiras e lodo. O sistema já removeu até animais mortos.

O equipamento está posicionado na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Ipiranga, no bairro Praia de Belas. Diariamente, os rejeitos são erguidos pelas gaiolas da Ecobarreira e coletados pelas equipes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Os mesmos são encaminhados para aterro sanitário, localizado no município de Minas do Leão, distante cerca de 100 quilômetros de Porto Alegre.

O projeto da Ecobarreira é conservado e coordenado pelo Instituto Safeweb com o apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams), da SMSUrb, por meio da Divisão de Manutenção de Águas Pluviais e do DMLU, e do professor Gino Gehling, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).