CPI

Em plenário, senador diz que juros do cartão de crédito são criminosos

Ataídes Oliveira criticou duramente a taxa de juros cobrada pelas operadoras de cartões de crédito. Geraldo Magela/Agência Senado

Não é só no preço dos combustíveis que os brasileiros são “punidos”. Em discurso nesta quinta-feira, o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) criticou duramente a taxa de juros cobrada pelas operadoras de cartões de crédito. Ele ressaltou que os juros do crédito rotativo dos cartões ultrapassaram 490% anuais em 2016 e 330% em 2017.

Durante plenário, o senador disse que mais de 52 milhões de brasileiros usam cartões de crédito e estão sujeitos a juros “abusivos e criminosos”. Ele afirmou que essa realidade foi o que o motivou a pedir a criação da CPI dos Cartões de Crédito, da qual é presidente.

Ataídes também ressaltou que a CPI já promoveu três audiências públicas e ouviu representantes da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), da Abecs (Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito), da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital), das empresas Cielo, Getnet e Redecard, do Instituto de Desenvolvimento do Varejo e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, entre outros.

O senador afirmou que o único participante das audiências que concordou que os juros são abusivos e criminosos foi o representante da Proteste. Ataídes acrescentou que está estudando a necessidade de pedir quebra de sigilos no âmbito da CPI.

Para Ataídes, há cartelização e concentração no sistema financeiro. “Temos que ter coragem de encarar esse poderio econômico”, disse o senador, antecipando que representantes dos bancos deverão ser ouvidos pela CPI na próxima semana.