Efeito da paralisação

Greve faz campanha de vacinação contra a gripe ser prorrogada até 15 de junho

Paralisação motivou a prorrogação da campanha. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Saúde (MS) anunciou na quarta-feira (29) a prorrogação da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe até o dia 15 de junho. A decisão foi motivada pelos efeitos da paralisação dos caminhoneiros no atendimento em saúde. Inicialmente, o fim da campanha estava previsto para esta sexta-feira, 1° de junho. Na quinta-feira (31), feriado de Corpus Christi, não haverá atendimento nas mais de 130 salas municipais de vacinação em Porto Alegre.

Dados

De acordo com os últimos dados do ministério, a campanha imunizou 35,6 milhões de pessoas, o que equivale a 66% do público-alvo. Para atingir a meta de imunizar 54,4 milhões de pessoas, o governo espera, com a prorrogação da campanha, vacinar os 18,8 milhões de brasileiros e brasileiras que ainda não receberam a dose da vacina.

No recorte por estados, os que mais se aproximaram da meta estabelecida foram Goiás (99,8%), seguido do Amapá (91%), Ceará (84%), Distrito Federal (78,5%) e Espírito Santo (77,4%). Por outro lado, os estados com menor cobertura da vacina são Roraima (32,5%), Rio de Janeiro (47,6%), Rondônia (51,3%), Amazonas (51,9%) e Acre (52%).

O público-alvo da campanha inclui idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a cinco anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres em até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Caso haja disponibilidade de vacinas, os municípios podem ampliar o público para crianças de cinco a nove anos e adultos com idades entre 50 e 59 anos. O Ministério destaca, no entanto, a importância de o público-alvo prioritário que ainda não se imunizou procurarem os postos de saúde. De acordo com o Ministério, 100% das 60 milhões de doses de vacina já foram distribuídas aos estados.

Até o momento, o público com maior cobertura são as puérperas (78%), seguido por idosos (75%), professores (73%), trabalhadores da saúde (71,6%), indígenas (63,6%) e gestantes (55%). Já entre as crianças com idades entre seis meses e cinco anos, o índice de vacinação está em pouco menos da metade (49,7%).

Em Porto Alegre

Desde o início da campanha, no final de abril, 65% dos grupos prioritários foram imunizados. No entanto, nos grupos, há diversidade em relação ao percentual. Crianças entre seis meses e menos de cinco anos (40,2%) e gestantes (45,7%) têm os menores índices. Indígenas (82%) e idosos (75,1%), os maiores percentuais. Também estão incluídos na meta do Ministério da Saúde (MS) professores da educação básica e ensino superior (61%), trabalhadores da saúde (65%) e puérperas (72,1%). A meta é vacinar 90% de cada grupo. Os dados foram apurados junto ao vacinômetro do MS e são parciais, até a última segunda-feira, estando sujeitos à revisão.

Até as 16h dessa segunda-feira, 28, foram registradas no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) 350.011 doses da vacina, sendo 260.727 nos grupos prioritários, 82.676 em pessoas com comorbidades, 4.397 em pessoas privadas de liberdade e 1.849 em funcionários do sistema prisional.

Mortes por gripe

De acordo com o último levantamento do Ministério da Saúde, foram registrados 2.088 casos de gripe em todo país e 335 pessoas morreram em decorrência da doença. O tipo mais grave de gripe foi o H1N1, com 218 óbitos e 1.262 casos. Das pessoas que faleceram, 70% possuíam ao menos algum fator de risco, como idosos com mais de 60 anos cardiopatas, pneumopatas e com diabetes millitus.