Saint Patrick’s Day no bairro Moinhos de Vento: MP realiza audiência sobre realização do evento

Representantes de órgãos municipais e associações do bairro participaram da audiência (Foto: Renata Simmi/MPRS)

Para ouvir todas as partes envolvidas na discussão sobre a realização da festa de Saint Patrick’s Day no bairro Moinhos de Vento no próximo dia 17 de março, a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente da Capital realizou audiência na tarde desta quinta-feira, 08, no Palácio do Ministério Público.

Durante o encontro, representantes de entidades de moradores e comerciantes do bairro puderam expor suas preocupações com a possível realização da festa, baseados em incidentes ocorridos no último ano, como superlotação, brigas, comércio irregular de bebidas e perturbação do sossego, dentre outros.

Presidida pelos promotores Alexandre Saltz, Josiane Camejo e Annelise Steigleder, a reunião contou com a participação de representantes da Brigada Militar, Empresa Pública de Transporte e Circulação, Departamento Municipal de Limpeza Urbana, Guarda Municipal, Câmara de Vereadores e representantes do Movimento Moinhos Vive, da Associação dos Moradores da Praça Maurício Cardoso e da Associação dos Moradores e Empresários do Bairro Moinhos de Vento – AME.

Conforme o representante do Escritório de Eventos da Prefeitura de Porto Alegre, Antônio Gornatti, tramitam no Município onze pedidos de autorização de realização da festa por estabelecimentos comerciais da Capital, não só no bairro Moinhos. Foi destacado que nenhum desses pedidos diz respeito à eventos na rua. Há dois em praças e um em uma garagem. Os outros são em bares já licenciados para funcionamento em geral.

“Cada solicitação para o Saint Patrick’s Day será analisada individualmente com rigor técnico, de acordo com critérios como a capacidade da casa, restrições de vias públicas, segurança e limitações físicas e jurídicas”, disse Saltz, que irá chamar um representante de cada entidade e estabelecimento para uma reunião no início da próxima semana na Promotoria do Meio Ambiente, com a participação também do Município e da Brigada Militar.

A opinião do coronel Jefferson Jacques, que falou em nome da Brigada Militar, é de que não é possível garantir a segurança dos participantes de um evento deste porte sem delimitações físicas. Ele não é contra que a festa aconteça em locais determinados, porém, com controle de público e responsabilização de cada estabelecimento.

As autorizações ou não das festas já solicitadas devem acontecer na próxima semana, após a reunião no Ministério Público.