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Projeto leva história do gênero musical a pontos culturais de Caxias do Sul

Ao todo, serão cinco apresentações em pontos culturais de Caxias do Sul.

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Músicos Tiago Luis Breda, João Pedro Rocha e Tomás Seidl apresentam projeto. Foto: Danielle Correa/Divulgação

A Sala de Teatro Prof. Valentim Lazzarotto, no Centro de Cultura Ordovás, em Caxias do Sul recebe no dia 15 de fevereiro, às 19h, o workshow inaugural do projeto “O Blues é Black”.

O evento, aberto à comunidade, intercala show dos artistas Tiago Luis Breda, João Pedro Rocha e Tomás Seidl com comentários de Seidl e do historiador William Pereira.

Ao todo, serão cinco apresentações em pontos culturais de Caxias do Sul. A ideia é promover um mergulho na história do gênero musical desde o século XIX, quando o blues surgiu como canções de trabalho entoadas pela população negra escravizada do extremo Sul dos Estados Unidos.

Os bate-papos também abordarão as diferenças existentes entre os subgêneros do blues, curiosidades biográficas sobre autores, intérpretes e instrumentalização utilizada.

“Meu foco vai ser a história social do blues. Vou trazer para debate questões de raça, gênero e classe. Para entender a história do blues, é preciso entender as relações de trabalho da época, a escravidão nos Estados Unidos do século XIX e toda a história do país no século seguinte. É possível vermos a influência do blues tanto no hip hop quanto no slam, no sentido de serem manifestações do povo negro, que se originaram de populações marginalizadas que estavam querendo se expressar e retratar seu cotidiano”, ressalta Pereira.

Homenagem 

A proposta de aproximar ainda mais o gênero musical da comunidade surgiu com o guitarrista e professor Cristian Rigon, referência da cena blues de Caxias do Sul que morreu em fevereiro de 2023, aos 46 anos.

Em homenagem ao legado artístico de Rigon, a equipe do projeto decidiu manter a circulação, desde o setlist escolhido até o formato dos workshows.

“Nossa ideia, desde o início, foi manter o repertório inicial que o Cristian desenhou. Ele passa pelo blues rural e primitivo do Mississippi até chegar em artistas contemporâneos, passando pela transição representada por Chicago, onde o gênero se eletrificou, a retomada britânica e as influências exercidas pelo blues na música brasileira”, explicou Seidl.

Além da apresentação musical e dos comentários de contextualização histórica, o público receberá uma fanzine com o resumo das informações. O material foi produzido pelos próprios artistas, com design gráfico de Ernani Carraro.

Apresentações 

Depois da estreia no Ordovás, a circulação segue com mais quatro apresentações gratuitas. No dia 18 de fevereiro, o encontro será no Ponto de Cultura UAB Cultural, às 20h.

Na sequência, o Reffugio abre as portas para o blues no dia 25 de fevereiro, às 16h. O projeto passa pelo Complexo Poliesportivo da Zona Norte, no bairro Portal da Maestra, dia 10 de março (16h), e encerra com nova apresentação no Reffugio, dia 13 de março, às 19h.

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