BRASIL EM ALERTA

Crescem exames de dengue na rede privada

O Rio Grande do Sul já registrou dois óbitos por dengue em 2023.

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A experiência digital incentiva o público a interagir e dissemina diversas informações de maneira lúdica e divertida. (Foto: Divulgação)

O número de exames de dengue realizados na rede privada aumentou no país, de acordo com as associadas à Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que representam cerca de 65% do volume de exames realizados na saúde suplementar no Brasil.

A comparação é entre a semana de 14 a 20 de janeiro e a semana de 21 a 27 de janeiro de 2024 (última atualização dos dados). A positividade pode ser considerada estável: foi de 25% para 24%.

Comparando a semana de 31 de dezembro de 2023 a 6 de janeiro de 2024 (10.916) e a semana de 21 a 27 de janeiro de 2024 (21.984), o aumento é de mais de 101% na quantidade de exames realizados no período de quatro semanas. Apesar do crescimento, a positividade é a mesma: 24%.

Desde a semana de 23 a 30 de dezembro de 2023, o número de exames de dengue vem subindo, enquanto a positividade tem variado entre 22% e 25%.

Esses números mostram que as pessoas estão buscando a confirmação do diagnóstico ao sentirem sintomas associados à doença, como febre alta, dores musculares, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

“Se o risco de uma epidemia de dengue se concretizar, o papel do laboratório clínico para avaliar o risco de hemorragias será fundamental para evitar mortes”, explica Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed.

Exames

O exame laboratorial é crucial para diferenciar doenças que têm os mesmos sintomas, como a dengue, a zika e a Chikungunya.

Shcolnik explica que, nos estágios iniciais da dengue, até o quinto dia após o início dos sintomas, é feita a pesquisa de antígeno do vírus. E entre o décimo e o décimo quarto dia, é possível identificar a presença de anticorpos.

Como há quatro sorotipos de vírus da dengue circulando no Brasil (um, dois, três e quatro), há reagentes que possibilitam identificar todos juntos, não um de cada vez, o que facilita o processo de diagnóstico.

Os profissionais de saúde utilizam vários métodos laboratoriais, sendo o ELISA (enzimaimunoensaio) um dos mais comuns, por ser muito sensível e específico para detectar a presença de antígenos ou anticorpos em uma amostra biológica, como o sangue.

No caso da dengue, o ELISA é usado para detectar o NS1 (antígeno do vírus) ou os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico em resposta à infecção pelo vírus. O NS1 é uma proteína viral produzida durante a infecção aguda e sua presença no sangue indica uma infecção ativa.

No entanto, Shcolnik alertou que a identificação do sorotipo responsável pela infecção requer testes mais sofisticados, geralmente realizados em estudos epidemiológicos.

“Além do teste específico para dengue, é fundamental também realizar a contagem de plaquetas e avaliar o estado de hidratação do paciente. Abaixo de 40 mil plaquetas há risco de sangramento, identificando dengue hemorrágica”, alerta Shcolnik.

O Rio Grande do Sul já registrou dois óbitos por dengue em 2023. O primeiro caso foi em Tenente Portela e o segundo em Santa Cruz do Sul.

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