AÇÃO COORDENADA

Centro de Operações de Emergência vai monitorar casos de dengue no RS

No Rio Grande do Sul, neste ano, foram registrados 2.422 casos prováveis da doença

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O Ministério da Saúde instalou, nesta quinta-feira (1º), um Centro de Operações de Emergência – COE Dengue. O objetivo é ampliar e agilizar a organização de estratégias de vigilância frente ao aumento de casos de dengue no Brasil. No Rio Grande do Sul, neste ano, foram registrados 2.422 casos prováveis da doença. Já no Brasil, até este momento do ano, foram registrados 243.721 casos. Os dados são do painel de atualização de casos de arboviroses do Ministério da Saúde.

O anúncio do COE Dengue foi feito pela ministra Nísia Trindade durante a abertura da CIT (Comissão Intergestores Tripartite), em Brasília (DF). Ela reforçou que a atuação será coordenada com estados e municípios. A medida permite uma análise minuciosa, porém ágil, dos dados e das informações para subsidiar a tomada de decisão e definição de ações adequadas e oportunas para o enfrentamento dos casos.

“Nós estamos, desde novembro, com uma série de ações para monitorar o avanço da doença. Temos o SUS, com toda sua capilaridade, os Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias. É um movimento de governo, mas também precisamos do apoio da sociedade”, frisou a ministra.

Importância dos agentes

O Ministério da Saúde lembra também da importância dos agentes de endemias no combate à dengue. Isso porque o Aedes aegypti utiliza todo o tipo de recipiente capaz de acumular água para depositar seus ovos. Alguns são conhecidos: garrafas e embalagens descartáveis, latas, vasos de plantas, pneus e plásticos. Mas há lugares que, muitas vezes, o mosquito utiliza para se reproduzir e que são desconhecidos das pessoas.

É aí que entra o trabalho dos ACE (Agentes de Combate às Endemias). No Rio Grande do Sul, 2.340 agentes estão atuantes na força-tarefa contra a dengue. “Esses profissionais que atuam na linha de frente de combate ao mosquito são treinados e capacitados para detectar riscos de vetores para os próprios residentes e para a comunidade, orientando as famílias e visitando as casas uma a uma. Ninguém quer que a sua residência seja um local de risco. Por isso, é importante abrir as portas para esse serviço de proteção”, ressalta a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel.

Sintomas e prevenção

Os sintomas de dengue, chikungunya ou Zika são semelhantes. Eles incluem febre de início abrupto acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele, manchas vermelhas pelo corpo, além de náuseas, vômitos e dores abdominais. A orientação do Ministério da Saúde é para que a população procure o serviço de saúde mais próximo de sua residência assim que surgirem os primeiros sintomas.

Pessoas com doenças crônicas, gestantes, crianças menores de 2 anos e idosos acima de 65 anos são mais suscetíveis às complicações da dengue, chikungunya e zika. Caso tenha um desses perfis, os cuidados de combate ao mosquito devem ser redobrados: mantenha a caixa d’água bem fechada, guarde pneus em locais cobertos, limpe bem as calhas de casa, amarre bem sacos de lixo e não acumule entulho, esvazie garrafas PET, potes e vasos, coloque areia nos vasos de planta, e receba bem os agentes de saúde.

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