ECONOMIA

Economia do RS deve ter crescimento superior a 2023, aponta boletim

Na indústria, contudo, a perspectiva para 2024 é a de um cenário desafiador

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Imagem de lavoura de soja que utiliza bactérias inteligentes no solo. Foto: Divulgação

As perspectivas para a economia do Rio Grande do Sul em 2024 indicam uma taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) acima da registrada em 2023. É o que aponta o Boletim de Conjuntura, documento produzido pelo DEE/SPGG (Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão), divulgado nesta terça-feira (23).

A continuidade do crescimento, segundo o estudo, se deve a retomada da produção de soja e do milho, hoje as principais culturas agrícolas do Estado. Ambas devem “sustentar o movimento e impulsionar as chamadas atividades associadas – como as indústrias ligadas ao setor agropecuário, além dos serviços de transportes e armazenagem”, diz a nota do governo.

Conforme os prognósticos do ano, a produção de milho deve crescer 49,4%, e a de soja, 69% no Rio Grande do Sul. “Ao se confirmar essa previsão, o nível da produção agrícola do Estado deverá recuperar-se plenamente das perdas ocorridas nas duas estiagens seguidas, em 2022 e 2023”, aponta o pesquisador do DEE Martinho Lazzari.

Na indústria, a perspectiva para 2024 é a de um cenário desafiador. A indústria de transformação, principal do Estado, deve registrar recuperação por conta da baixa base de comparação de 2023, com destaque para as atividades ligadas à produção agrícola. A demanda externa pode gerar pressão negativa no Rio Grande do Sul, em especial por conta das incertezas sobre a economia da Argentina, principal parceiro comercial do Estado na América do Sul.

Em relação ao comércio e aos serviços, o ganho de renda proporcionado pela produção agrícola e pelo bom momento do mercado de trabalho devem impactar de forma positiva os segmentos.

A nota destaca a tendência do Estado seguir no caminho oposto às previsões para o Brasil e o mundo, que devem apresentar, neste ano, taxas de crescimento menores do que as de 2023.

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