TRANSPORTE METROPOLITANO

Trensurb vai ser removida de plano de privatização

A proposta de privatizar a operação da Trensurb surgiu em 2019. Operação é parcialmente subsidiada pela União.

A Trensurb vai deixar o rol de empresas que fazem parte do PND (Programa Nacional de Desestatização). O anúncio ainda extraoficial ocorreu após uma reunião entre deputados e o chefe da Casa Civil, Rui Costa, em Brasília nesta terça-feira (23). A Comunicação do Governo Federal ainda não se pronunciou sobre a medida.

A proposta de privatizar a operação da Trensurb surgiu durante o governo Jair Bolsonaro (2019-2022). A ideia era alienar a companhia dentro do Programa de Parcerias de Investimentos entre 2021 e 2022, o que acabou não acontecendo.

Um dos deputados que comemorou a retirada da Trensurb do plano de desestatização foi o deputado estadual Miguel Rossetto. “Trensurb está fora do PND! Hj, em BsB [Brasília], o ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou que a Trensurb não será privatizada! Vai ter melhorias para ampliar o número de passageiros e a qualidade do transporte! A nova diretoria assume em junho! Excelente notícia para a Região Metropolitana!”, afirmou via Twitter.

A empresa opera 40 trens em uma única linha de 43,8 quilômetros. São 22 estações, que atendem seis municípios: Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Parte da tarifa é subsidiada pela União.

Das 40 composições, 25 são da Série 100 construídas no Japão em 1984 pelo consórcio Nippon Sharyo, Hitachi Rail e Kawasaki Heavy Industries; e outros 15 da Série 200, produzidos pela CAF e Alstom no Brasil.