DIAGNÓSTICO

Governo do RS anuncia que IPE Saúde será reformulado

Segundo o executivo, o estudo irá orientar a proposta de reestruturação da instituição, que deve ser encaminhada à Assembleia Legislativa nas próximas semanas. Instituto perde R$ 36 milhões por mês.

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O governo do Estado apresentou, nesta quarta-feira (12), um diagnóstico da atual situação do IPE Saúde, plano público responsável pela assistência médica e hospitalar do Rio Grande do Sul. Segundo o executivo, o estudo irá orientar a proposta de reestruturação da instituição, que deve ser encaminhada à Assembleia Legislativa nas próximas semanas.

Atualmente, o sistema atende quase 1 milhão de usuários em todo o Estado. Conforme argumenta o governo, o IPE possui uma dívida estrutural, formada pelo atraso nos prazos normais de pagamento. Ademais, há um déficit mensal recorrente porque as despesas superam as receitas. Em 2022, este déficit mensal ficou em cerca de R$ 36 milhões e o passivo atual junto aos prestadores (contas que excedem o prazo contratual de 60 dias) soma cerca de R$ 250 milhões.

Dados foram apresentados pelo governador Eduardo Leite – Foto: Maurício Tonetto/Secom

A situação foi exposta pelo governador Eduardo Leite. “Estamos apresentando os dados que irão embasar a proposta para o reequilíbrio do IPE Saúde. O instituto tem mais de 60 anos de história, é resultado de decisões do passado e agora está sendo resgatado”, ressaltou o governador.

Razões históricas

Em sua fala, Leite explicou as razões históricas que vêm causando a fragilidade do IPE Saúde e reforçou a necessidade de reformulação do plano. Entre eles estão:

  • Aumento da expectativa de vida da população gaúcha
  • Mudanças na legislação
  • Aumento dos custos em saúde

Diagnóstico

Com base em exemplos práticos, o governador argumentou que os valores pagos pelos beneficiários do IPE Saúde estão abaixo da média de mercado. O argumento é baseado no fato de que Além da contribuição patronal paga pelo governo, que está em dia, o Tesouro do Estado aportou, apenas em 2022, mais de R$ 700 milhões para cobrir os custos do sistema. Ainda assim, o investimento não foi suficiente para sanar todas as dívidas.

De sua parte, o presidente do IPE Saúde, Bruno Jatene, falou sobre o crescimento do déficit financeiro. “A cada mês que passa e que não se corrige o problema da sustentabilidade financeira o déficit vai aumentando. Há 13 meses, a dívida estava em R$ 650 milhões. Hoje, está em torno de R$ 250 milhões. Só diminuiu porque o Estado aportou recursos”, afirmou Jatene.

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