golpe da portabilidade

Golpistas usam documentos falsos e causam prejuízo de R$ 400 mil ao Banrisul

Organização criminosa usou documentos falsos para abrir contas no banco e desviar benefícios previdenciários. Três pessoas foram presas.

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Crédito: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (11), a operação Crédito 1 Segundo, que investiga uma quadrilha que teria praticado fraudes contra o Banrisul. Investigação aponta que organização criminosa usou documentos falsos para abrir contas no banco e desviar benefícios previdenciários e cometer crimes de estelionato. Polícia Civil cumpre novos mandados nesta terça-feira.

O saldo da operação até as 9h30 da manhã é de dois indivíduos presos, de forma preventiva, nos municípios de Gravataí e Cachoeirinha. Um terceiro, que é apenado em uma penitenciária da região metropolitana, também foi intimado da ordem judicial na prisão. A operação de hoje é desdobramento de outra, onde integrantes da quadrilha já haviam sido presos. Como os golpes seguiram, a operação foi retomada.

Ao todo, foram cumpridas sete ordens judiciais. Quatro delas são mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados e no sistema prisional. Ordens judiciais foram cumpridas em Balneário Pinhal, Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Cachoeirinha, Parobé, Farroupilha, Bento Gonçalves, São Lourenço do Sul, Carlos Barbosa, Montenegro e Tubarão (SC).

Segundo o delegado Max Otto Ritter, os criminosos agem a partir do “golpe da portabilidade”. A associação criminosa promove abertura de contas bancárias, reencaminhando benefícios de aposentadoria para uma instituição financeira. Para isso, eles usam documentos falsos: carteira de identidade com nome da vítima, mas com foto do golpista e comprovantes de residência falsos.

Ao invés de receber os valores em sua conta, a vítima tinha valores desviados para a conta falsa. A partir daí, os valores eram desviados. Além disso, os criminosos se passavam pelas vítimas para pegar empréstimos consignados “vultuosos”.

O alvo dos criminosos foi o Banrisul. O prejuízo causado à instituição bancária atinge, em apenas oito dos casos identificados, cerca de R$ 400 mil. Como a fraude ocorreu através de vulnerabilidade da instituição financeira, quem assume o débito é o banco.

O Banrisul não se pronunciou, até o momento, sobre a investigação da Polícia Civil.

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