EXPEDIÇÃO

UFRGS lidera maior expedição brasileira ao interior do continente Antártico

Nos dias da missão, 12 pesquisadores brasileiros passarão 40 dias investigando as consequências das mudanças do clima para a Antártica e América do Sul

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Pesquisadores brasileiros iniciam, nesta sexta-feira (9), uma expedição que irá instalar um laboratório científico a aproximadamente 2 mil quilômetros ao sul da estação brasileira na Antártica, chamada estação Comandante Ferraz. Intitulada “Criosfera 2022”, a iniciativa é considerada a maior expedição brasileira já feita no interior do continente antártico.

Nos dias da missão, 12 pesquisadores brasileiros passarão 40 dias acampados sobre a neve e gelo. Eles irão investigar as consequências das mudanças do clima para a Antártica e América do Sul.

E a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) faz parte do projeto. À frente da missão está o vice-pró-reitor de Pesquisa da UFRGS, Jefferson Cardia Simões. Ele também é vice-presidente do SCAR (Comitê Internacional de Pesquisa Antártica) e cientista líder do PROANTAR (Programa Antártico Brasileiro).

Outros professores da UFRGS participam da expedição, juntamente com pesquisadores da UFPA (Universidade Federal do Pará) e da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). O Projeto faz parte do PROANTAR, coordenado pela SECIRM (Secretaria Interministerial para os Recursos do Mar).

O financiamento é do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações). Os recursos vêm do FNDCT (Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia) através da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS).

A expedição

No “Criosfera 2022” serão utilizados tratores polares e aviões com esquis para locomoção em uma área equivalente a região Sul do Brasil. O laboratório, chamado “Criosfera 2”, construído com tecnologia brasileira, coletará dados do clima e da concentração de dióxido de carbono (o CO2, principal gás de efeito estufa) ao longo de todo ano.

Ao mesmo tempo, parte dos cientistas da expedição estarão fazendo perfuração do gelo antártico para reconstruir a história de uma das geleiras antárticas que pode contribuir de maneira abrupta para o aumento do nível do mar global. Trata-se da Geleira da Ilha Pine, que tem mostrado rápidas mudanças nas últimas duas décadas. Um terceiro grupo ainda irá fazer a manutenção daquele que é o laboratório latino-americano mais ao sul do Planeta, o Criosfera 1.


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