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Polícia investiga caso de tortura e extorsão após furto de carne em supermercado de Canoas

Agressões duraram cerca de 45 minutos. Caso só foi descoberto após um dos feridos precisar de atendimento médico por causa das lesões.

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A Polícia Civil de Canoas investiga um caso de tortura a dois homens, um deles negro, dentro de um supermercado do município. O caso ocorreu no dia 12 de outubro em uma unidade da rede Unisuper, chegou ao conhecimento da polícia em 14 de outubro, mas só foi divulgado no domingo (4).

Os investigadores tiveram acesso ao caso porque um dos torturados deu entrada no HPS (Hospital de Pronto-Socorro), em Porto Alegre, com diversas lesões. De posse das informações, a Polícia foi até o mercado e recuperou as imagens de segurança do estabelecimento, que haviam sido deletadas.

Os vídeos mostram o momento em que, após suspeitarem que as vítimas haviam roubado peças de carne, seguranças do mercado isolam um dos suspeitos no depósito do estabelecimento. Com o homem, são encontrados dois pedaços de picanha, que custariam cerca de R$ 200. Os seguranças começam a espancá-lo.

A outra vítima, que estava no estacionamento, é rendida e levada até ali e também é submetida à tortura. Os dois homens só foram liberados depois do pagamento de R$ 644 exigido pelos agressores.

A Polícia já identificou, até o momento, dois dos cinco seguranças envolvidos nas agressões. Restam outros três, que eram contratados de uma empresa terceirizada. Também são investigados o gerente e o subgerente do supermercado.

A rede Unisuper diz que rescindiu o contrato com a empresa terceirizada responsável pela vigilância patrimonial. Os advogados de dois acusados disseram que só vão se manifestar em juízo, assim como a empresa contratada pela rede de supermercados.


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