Frio extremo

Onda de frio e nevascas deixam 48 mortes nos Estados Unidos

Pelo menos 27 óbitos ocorreram no estado de Nova York, um dos mais afetados pelas nevascas que atingem os Estados Unidos desde a semana passada.

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Ao menos 48 pessoas morreram em uma onda de frio extremo que atingiu parte dos Estados Unidos desde a semana passada. Pelo menos 27 óbitos ocorreram no estado de Nova York, um dos mais afetados pelas nevascas. Também há relatos sobre pessoas que morreram congeladas dentro de seus carros por causa das temperaturas extremas.

A tempestade ártica provocou caos nos aeroportos dos EUA durante o fim de semana de Natal, com milhares de voos cancelados, além de ter deixado milhões de pessoas sem energia elétrica. A nevasca é a pior da região em 45 anos.

A região da grande Buffalo, à beira do Lago Erie, perto da fronteira com o Canadá, foi um dos lugares mais atingidos. “Este não é o Natal que nenhum de nós esperava, mas tente ter um Natal o mais feliz possível hoje”, disse Mark Poloncarz, da administração do condado de Erie. “Minhas mais profundas condolências às famílias que perderam entes queridos”, finalizou.

De norte a sul dos EUA, o frio foi muito intenso. Cidades meridionais, como Atlanta, na Geórgia; e Tallahassee, na Flórida, enfrentaram a véspera de Natal mais gelada de suas histórias. O mesmo vale para Filadélfia e Pittsburgh, na setentrional Pensilvânia, enquanto Chicago e Nova York registraram seu maior frio para essa época do ano desde 1983 e 1906, respectivamente.

Cerca de metade dos habitantes dos EUA vivem em áreas que estão em estado de alerta para a onda polar.

No Canadá, quatro pessoas faleceram no tombamento de um ônibus que derrapou em Merritt, na província da Colúmbia Britânica, por causa do asfalto congelado no último sábado (24).

Nevascas também no Japão

Outro país que enfrenta uma intensa onda de frio no inverno boreal é o Japão, onde pelo menos 17 pessoas já morreram nos últimos 10 dias em função das nevascas. As zonas mais atingidas são a costa ocidental do arquipélago e a ilha setentrional de Hokkaido. O governo instruiu a população das áreas mais afetadas a ficar em casa e evitar entrar em automóveis.


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