DIREITOS TRABALHISTAS

Merendeiras de escolas estaduais recebem salário atrasado após mediação na Justiça

A solução não foi exatamente a desejada pelas trabalhadoras, que gostariam de receber o valor em uma única parcela

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Um acordo entre 212 merendeiras de escolas estaduais gaúchas e a empresa Benetton Serviços Terceirizados resultou no pagamento às trabalhadoras dos valores referentes ao período de 9 a 21 de novembro, que estava em aberto. A mediação foi do TRT-4 (Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região) através do desembargador Ricardo Martins Costa.

De acordo com planilha apresentada pela Benetton, o total devido é de R$ 115,4 mil. Na maioria dos casos, cabe a cada empregada cerca de R$ 585.

O pagamento será feito em três parcelas, em 10 de janeiro, 10 de fevereiro e 10 de março, com possibilidade de antecipação. Em caso de descumprimento do acordo, foi estabelecida multa de R$ 100 por trabalhadora.

A solução não foi exatamente a desejada pelas trabalhadoras, que gostariam de receber o valor em uma única parcela. “A empresa gostaria de pagar em sete parcelas, a partir de fevereiro. Conseguimos fechar o acordo em três parcelas, em janeiro, fevereiro e março. O saldo foi positivo”, avaliou a presidente da Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Serviços Terceirizados na Iniciativa Privada e na Administração Pública Indireta, Adriana Silva da Cunha.

O advogado da Benetton, Paulo André Pureza Cordeiro, entende que a solução foi exitosa. “Alivia a todos, em especial às trabalhadoras, que conseguem alcançar seus direitos, mas também à empresa, que ganha espaço para buscar seus direitos junto ao tomador do serviço”, disse.

Para a procuradora do Estado Andréia Über Espinõsa, a mediação também foi essencial para discutir melhorias que cada um pode agregar ao processo. “O Estado, como terceiro interessado, pode absorver comentários das partes envolvidas para providenciar melhorias no sistema público”, referiu.


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