COPA DO MUNDO

6 semelhanças da seleção de 2002 com a atual

As coincidências entre os elencos de 2002 e 2022 dão ainda mais esperança para a conquista do hexacampeonato mundial

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Em ano de Copa, os brasileiros só pensam em uma coisa: o hexacampeonato. Em todas as Copas que sucederam o mundial de 2002, há a esperança da conquista do sexto título do Brasil.

Em 2022, o sentimento não é diferente. Torcedores, fanáticos e fãs de apostas para Copa do Mundo estão certos que o Brasil vai fazer bonito nos gramados do Catar.

E você sabia que existem semelhanças entre as seleções de 2002 e 2022? Além de vários craques, as duas gerações foram comandadas por verdadeiros “paizões”: Felipão e Tite. Mas as coincidências não param por aí. Antes de conhecer todas elas, é fundamental revisitar o duro caminho até o penta.

Campanha do penta

Eliminatórias turbulentas e classificação na última rodada

O ciclo para o mundial de 2002 começou dois anos antes, em 2000. Vanderlei Luxemburgo era o comandante da seleção no início das eliminatórias. Os primeiros jogos foram pouco satisfatórios, com direito a derrotas para Paraguai e Chile.

Fora de campo, o clima também não era nada bom, pois Luxa enfrentava problemas na justiça. Inevitavelmente, o desempenho da equipe foi afetado. Prova disso foi a eliminação para Camarões nas Olimpíadas de Sydney. O técnico estava a frente do time na competição, e acabou demitido logo após o fiasco.

Com isso, a CBF decidiu alçar Emerson Leão ao cargo de treinador. Mas os resultados não melhoraram. Os homens de Leão venceram a Colômbia, empataram com o Peru e perderam para o Equador.

Para piorar, a seleção tinha a Copa das Confederações de 2001 pela frente. A convocação dividiu opiniões, por conta da ausência de Romário e a presença de nomes como Leomar. A equipe brasileira caiu nas semis e perdeu o 3º lugar para a Austrália.

Assim, Emerson Leão foi dispensado, abrindo espaço para a chegada de Luiz Felipe Scolari. Felipão assumiu na 13ª rodada das eliminatórias, no jogo Uruguai 1 x 0 Brasil. Após esta partida, ganhou de Paraguai e Chile e perdeu para Argentina.

Em virtude dos altos e baixos vividos durante toda a qualificatória, a seleção chegava à penúltima rodada, correndo sérios riscos de ficar de fora da Copa pela primeira vez na história.

A situação brasileira ficou ainda mais complicada graças à derrota por 3 a 1 na altitude boliviana. Felipão e seus comandados chegaram pressionado à última rodada, precisando de um bom resultado diante da Venezuela.

O Brasil venceu por 3 a 0, assegurando a vaga na Copa da Coréia do Sul e Japão. As eliminatórias terminaram com a Argentina na liderança, enquanto o Brasil ficou em 3º lugar, somando 18 jogos, 9 vitórias, 6 derrotas, 3 empates, 31 gols marcados e 17 sofridos.

Convocação com ausência de craques

Devido à campanha nas eliminatórias, o Brasil chegou a Copa cercado de desconfiança. Entre os diversos craques em atividade na época, Felipão convocou os seguintes jogadores:

● Goleiros: Marcos, Dida e Rogério Ceni;
● Laterais: Roberto Carlos, Cafu, Júnior e Belletti;
● Zagueiros: Lúcio, Roque Júnior e Anderson Polga;
● Volantes: Edmílson, Kleberson, Gilberto Silva e Vampeta;
● Meias: Ronaldinho, Denílson, Ricardinho, Kaká e Juninho Paulista;
● Atacantes: Ronaldo, Rivaldo, Edílson e Luizão

Portanto, Romário, Alex, Amoroso, Djalminha, Juninho Pernambucano, Adriano e Serginho ficaram de fora daquela Copa. Todos eram excelentes, mas a FIFA permitiu apenas 23 jogadores inscritos.

Início da Copa e o fim da desconfiança

Na estreia, a vitória por 2 a 1 para cima da Turquia deu um pouco de paz a Felipão e seus jogadores.

Ainda na fase de grupos, as goleadas de 4 a 0 e 5 a 2 contra China e Costa Rica, respectivamente, garantiram a classificação com grande folga. E, claro, mandou para longe a desconfiança das eliminatórias.

Ronaldo e companhia chegaram embalados às oitavas de final. Encararam a sempre dura Bélgica, mas saíram vitoriosos por 2 a 0. O próximo desafio brasileiro era contra os inventores do futebol: a Inglaterra.

Vitórias contra Inglaterra, Turquia e vaga na final

O duelo diante dos ingleses começou com o gol do prodígio Michael Owen, assustando os milhões de torcedores do Brasil. No finalzinho do 1º tempo, Rivaldo acalmou a situação com o gol de empate. A virada veio por meio do gol histórico feito por Ronaldinho, que marcou quase no meio-campo.

Nas semifinais, a Turquia entrou no caminho brasileiro outra vez. A partida foi duríssima, terminando em 1 a 0 graças ao tento de Ronaldo, sempre ele. O triunfo garantiu a seleção em sua terceira final de Copa consecutiva, algo inédito.

Ronaldo brilhou, Kahn falhou e o Brasil se tornou campeão

De um lado da chave, o Brasil eliminou a Turquia. Do outro, a Alemanha despachou a Coréia do Sul. Assim, brasileiros e alemães se enfrentam pela primeira vez em Copas, e logo em uma decisão.

Na noite de 30 de junho de 2002, o Brasil foi a campo com: Marcos; Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Roberto Carlos; Edmílson, Gilberto Silva, Kleberson e Rivaldo; Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo.

Os quase 70 mil torcedores presentes no estádio de Yokohama tiveram o privilégio de assistir a uma das melhores exibições de Ronaldo. O camisa 9 foi o autor dos dois gols do Brasil naquele jogo.

O primeiro aos 33 do 2º tempo, após cruzamento da direita. Já o segundo contou com a falha do goleiro Oliver Kahn, que rebateu a bola nos pés do Fenômeno. E foi desse jeito que a seleção conquistou o penta.

Curiosamente, Kahn foi eleito o melhor do torneio, pois a FIFA fez a eleição dos melhores da Copa antes da final.

Família Scolari

O título também ficou marcado pela união dos jogadores e comissão, na famosa família Scolari. Afinal, ele era tido como um pai para os atletas, tratando todos igualmente, independente da fama ou status.

Além disso, Felipão também é conhecido por blindar o elenco, trazendo toda responsabilidade para si. Em 2002, e durante as eliminatórias, isso foi fundamental para garantir a tranquilidade aos jogadores.

Filmagens da época passam a sensação de descontração total antes e depois dos jogos. Os atletas eram vistos tocando samba, cantando e jogando baralho, sempre transmitindo alegria e leveza.

6 semelhanças entre os elencos de 2002 e 2022

1. Tite e Felipão dominam a gestão de pessoas

Tite, técnico da seleção na Copa de 2022, é considerado um ótimo gestor de pessoas. É aquela pessoa que os jogadores podem confiar. E isso faz toda a diferença, vide 2002. Controlar um elenco estrelado não é fácil, mas Tite sabe como lidar.

2. As gerações de 2002 e 2022 possuem muitos craques

Outra semelhança entre os grupos de 2022 e 2022 é a presença de vários craques. No gol, temos Alisson e Ederson. A defesa é composta por Marquinhos, Thiago Silva e Militão. Na meia, Fabinho, Casemiro e Paquetá.

O ataque é de luxo, com muitas opções: Neymar, Vini Jr., Richarlison, Rodrygo, Raphinha, Gabriel Jesus, Antony, Pedro e Martinelli.

3. As duas seleções têm camisas 10 do PSG

Aos supersticiosos, Ronaldinho era o camisa 10 do Paris Saint-Germain quando disputou a Copa de 2002. Assim como Neymar, craque e dono da 10 PSG desde 2017.

4. Goleiros do Palmeiras

Na campanha do penta, a seleção tinha um goleiro do Palmeiras: Marcos. Em 2022, o Brasil também tem um goleiro alviverde: Weverton. Apesar de ser reserva, o jogador compõe o elenco do Brasil.

5. Copas sediadas fora da Europa

A edição de 2002 foi uma das poucas realizadas fora da Europa, sendo sediada na Coreia do Sul e Japão. No ano de 2022, o torneio será disputado no Catar, país que não está no continente europeu.

6. As duas Copa aconteceram em anos com o final 2

Vale lembrar que as duas Copas do Mundo foram realizadas em anos com o final. Na Coréia do Sul e Japão, o ano foi 2002. Já o Catar recebe o mundial no ano de 2022, exatamente 20 anos após o pentacampeonato brasileiro.


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