IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO

Calçados, borracha e pele: o que o RS compra e vende dos países adversários do Brasil na Copa do Mundo

O Brasil caiu no Grupo G e disputa uma vaga nas oitavas da Copa do Mundo com Sérvia, Suiça e Camarões.

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Franco favorito, o Brasil disputa mais uma Copa do Mundo. O país caiu no Grupo G e disputa uma vaga nas oitavas com Sérvia, Suiça e Camarões.

Apesar de não possuírem forte tradição no futebol, os países adversários do Brasil mantêm uma relação comercial mais amistosa e que já movimentou mais de US$ 3,2 bilhões em importações e exportações até outubro deste ano.

Primeira adversária do Brasil, a Sérvia tomou 2 gols no último dia 24  da seleção brasileira. Já na parte comercial, o Brasil deve bater recorde de exportação esse ano. Até outubro, já foram mais de US$ 48 milhões exportados aos sérvios, maior volume desde a última copa que vencemos, em 2002.

As importações também cresceram, alcançando US$ 50 milhões no período, de acordo com dados mapeados pela Vixtra, fintech de comércio exterior, junto ao portal do Ministério da Indústria e Comércio Exterior.

E o Rio Grande do Sul representa uma parte importante deste resultado. Praticamente um terço das exportações brasileiras aos sérvios partiram dos gaúchos.

Até outubro, o estado tinha exportado mais de US$ 15 milhões. As cidades de Santa Cruz do Sul, Passo Fundo e São Leopoldo lideram as vendas no estado gaúcho com mais de US$ 9.7 milhões de exportações no período.

Já as importações registraram US$ 2.1 milhões, com destaque para a cidade de São Leopoldo, que sozinha importou mais de US$ 2 milhões.

Dentre os principais produtos exportados estão itens como tabaco, produtos farmacêuticos, reatores nucleares e calçados. Entre os importados, destacam-se, materiais elétricos, plásticos, borracha, entre outros.

Vale destacar que quando se fala em estado ou cidade importadora, a referência é ao domicílio fiscal da empresa e não necessariamente a origem ou destino da mercadoria.

“O Rio Grande do Sul representa um pilar importante do comércio internacional brasileiro. O estado tem um volume alto de transações, mas ainda há espaço para crescimento”, explica Leonardo Baltieri, co-CEO, da Vixtra.

Suíça 

A Suíça, a segunda adversária da seleção brasileira (o Brasil venceu nesta segunda-feira por 1 a 0), é também a maior parceira comercial dentre os três países.

Só no ano passado as exportações somaram mais de 2 bilhões de dólares e, esse ano, devem somar aproximadamente 1 bilhão. Apesar da queda em comparação a 2021, o número é mais que o dobro do que o Brasil exportou aos suíços em 2002, última vez que ganhamos a copa.

E o Rio Grande do Sul também registrou transações comerciais com o país. Só neste ano, o estado exportou mais de US$ 30 milhões, sendo que a cidade de Passo Fundo foi responsável por US$ 15 milhões, metade das vendas. Por outro lado, as importações somaram US$ 29 milhões.

Dentre os produtos exportados pelos gaúchos, estão produtos das indústrias químicas, produtos das indústrias alimentares; bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres, além de peles e couros, enquanto os principais produtos importados foram metais comuns e suas obras e máquinas e aparelhos.

Camarões

Último adversário do Brasil na primeira fase, Camarões tem uma relação comercial mais forte que a Sérvia no que diz respeito às exportações brasileiras. Só neste ano, o Brasil já exportou mais de 83 milhões em produtos, enquanto a importação foi de pouco mais de um milhão.

As exportações dos gaúchos para os camaroneses alcançaram a quinta posição, com mais de US$ 2.1 milhões vendidos neste ano.

Dentre os produtos comercializados, destacam-se, veículos automóveis, tratores, ciclos e outros veículos terrestres, suas partes e acessórios, entre outros. Por outro lado, o Rio Grande do Sul registrou uma única importação de US$ 197 mil para a cidade de Estância Velha para a compra de plásticos e borracha.

“O Brasil já tem um relacionamento estruturado com os países contra os quais jogará na Copa do Mundo. Agora, precisamos fortalecer laços para que mais oportunidades possam surgir para a indústria nacional aumentar o volume de transações, mas, sobretudo, ampliar a oferta de produtos”, conclui Baltieri.


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