OPERAÇÃO SANTIDADE

Prefeitos e servidores de Itaara são afastados em investigação sobre crimes contra administração pública

Há suspeitas de direcionamento de certames públicos, com compra de objetos superfaturados; pagamento de vantagens indevidas e desvios de recursos públicos em Itaara, diz MP-RS. 

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Foto: Minstério Público do RS

O prefeito de Itaara, Silvio Weber (PSB), a secretária de Educação, Luciane de Andrades Lemos, e o diretor de Serviços do município, Victor Flores Niederauer, foram afastados dos seus cargos em uma operação do MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) nesta quinta-feira (17). Eles são alvos de uma investigação sobre supostos crimes contra a adminsitração pública no município da região Central do RS. Há suspeitas de direcionamento de certames públicos, com compra de objetos superfaturados; pagamento de vantagens indevidas e desvios de recursos públicos.

Conforme o MP-RS, o pedido cautelar de afastamento do chefe do Executivo Municipal foi necessário para “evitar a consumação de novos delitos que estavam na iminência de ocorrer”. O órgão também aponta a necessidade da ação “para garantir o prosseguimento das investigações sem interferência direta da prova”. Denominada “Santidade”, o nome da operação faz referência à alcunha do prefeito de Itaara, apelidado de “Padre” pelo sacerdócio por ele desempenhado na igreja da comunidade.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão na sede do Executivo,  na Câmara de Vereadores, nas residências dos investigados e na sede empresarial de um dos envolvidos. Os mandados, cumpridos também nos municípios de Santa Maria e Tupanciretã, foram determinados pela Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

O MP acusa o prefeito de ser o reponsável por um esquema de corrupção no município de Itaara, com direcionamento de certames públicos. Em um deles, de acordo com o Ministério Público, o prejuízo aproximado alcançou o montante de R$ 471.106,63. Há suspeitas, ainda, do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, com consequente desvio de rendas públicas.

Ainda segundo a investigação, o prefeito é apontado como o autor intelectual do crime de roubo na residência do presidente do Legislativo.

As investigações foram conduzidas pelo promotor de Justiça Antonio Képes, com a coordenação do procurador de Justiça Ricardo Felix Herbstrith, coordenador da Procuradoria da Função Penal Originária. Também participaram da operação os promotores de Justiça Heitor Stolf Júnior, Karina Bussmann e Marcelo Dossena Lopes dos Santos. A Brigada Militar, por meio da Força Tática do Regimento de Santa Maria, auxiliou no cumprimento dos mandados judiciais e na segurança dos agentes do MP envolvidos.


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