"INSTADRUGS"

Operação da Polícia Civil combate venda de drogas pelo Instagram

Investigação enfatiza que o grupo criminoso é focado num público elitizado da Região Metropolitana

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (10), a segunda fase de uma operação para apurar crimes de comercialização de entorpecentes pelo Instagram. A ação foi denominada “Operação Instadrugs” e teve apoio da Susepe e da Polícia Federal.

Ao todo, 90 policiais civis, em 32 viaturas e, ainda, com apoio aéreo da CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil), cumpriram 20 ordens judiciais de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão domiciliar. As cidades alvo foram Porto Alegre, Viamão, Charqueadas, Santana do Livramento e também no Uruguai.

As investigações começaram em janeiro de 2022. Foi apurado que o grupo vendia as drogas de diversas formas. Eram utilizadas contas falsas nas redes sociais para o tráfico de drogas em Porto Alegre e Região Metropolitana. A rede de narcotraficantes foi descoberta após a primeira fase da investigação em julho de 2022, onde ocorreram seis prisões e houve apreensão de R$ 90 mil em espécie.

Estima-se que a comercialização de entorpecentes seja diária. Os indivíduos anunciam as mercadorias ilícitas nos “stories” da rede social e, ao receber encomendas via mensagem direct, terceirizam a função de entrega dos entorpecentes. Os pagamentos ocorrem via pix.

O mecanismo de comercialização possui três núcleos destinados ao tráfico de drogas: um deles administra as redes sociais; o segundo é composto de entregadores, que na sua maioria são motoristas de aplicativos ou de tele entregas, que recebem pelos serviços via pix; e o terceiro grupo é formado pelos fornecedores.

Esses fornecedores são de outros Estados, como Santa Catarina. Estima-se que também haja drogas trazidas de outros países, pois há envolvimento de um indivíduo uruguaio.

O delegado Guilherme Dill, coordenador da 1ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico do Denarc, enfatizou que o grupo criminoso é focado num público elitizado da Região Metropolitana. “Atende indivíduos universitários e usuários que não querem se deslocar até o local de venda da droga, fazendo encomendas pelas redes sociais e pagando pelo serviço personalizado”, destaca.

No decorrer da investigação, também se verificou a prática de um roubo praticado pelo grupo na cidade de Viamão, o que será compartilhado com a delegacia local para aprofundar as investigações relacionadas ao crime patrimonial.


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