ECONOMIA

Exportações do agronegócio sofrem queda no terceiro trimestre

Em relação aos principais destinos das exportações, a China manteve a liderança, responsável por comprar 34,4% de tudo o que o agronegócio do Estado comercializa.

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Embarque do arroz é feito por esteiras, o que evita danificar o grão. Foto: Divulgação/Portos RS

As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul atingiram US$ 4,5 bilhões no terceiro trimestre de 2022, uma queda de 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As informações sobre as exportações no terceiro trimestre e do acumulado do ano fazem parte do boletim Indicadores do Agronegócio do Rio Grande do Sul, divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, e elaborado pelos analistas Bruna Kasprzak Borges, Rodrigo Feix e Sérgio Leusin Júnior.

“Apesar da queda, em termos nominais o resultado é o terceiro melhor da série histórica do Estado, iniciada em 1997, atrás apenas do registrado em 2021, o melhor de todo o período, e de 2013”, ressaltou o governo do Estado.

De acordo com o Piratini, as vendas do período foram marcadas por uma queda no volume total de produtos embarcados (-30,5%), o que foi compensado parcialmente pela alta nos preços médios pagos (+33,6%).

Entre os setores mais representativos do agronegócio no Rio Grande do Sul, o complexo soja registrou queda de 27,6% nas vendas, totalizando US$ 2,10 bilhões no período.

A redução foi determinada pela menor quantidade de produto disponível em função da estiagem que afetou o Estado e prejudicou as lavouras da oleaginosa.

As exportações do agronegócio no terceiro trimestre de 2022 representaram 72,7% do total das vendas externas do Estado no período.

Setores 

Apesar da queda no número geral, quatro dos seis principais setores exportadores do agronegócio gaúcho registraram aumento nas vendas no terceiro trimestre.

Os setores de carnes (US$ 750,9 milhões; +16,4%), fumo e seus produtos (US$ 521,8 milhões; +109,2%), cereais, farinhas e preparações (US$ 208,0 milhões; +74,0%) e máquinas e implementos agrícolas (US$ 117,0 milhões; + 9,3%) tiveram resultados positivos. Além do complexo soja, o segmento de produtos florestais (US$ 408,3 milhões; -12,3%) apresentou baixa.

No complexo soja, a queda no terceiro trimestre de 2022 foi puxada pelo resultado da venda do grão (US$ 1,4 bilhão; – 40,8%), enquanto os outros produtos da pauta, como o farelo (US$ 403 milhões; +22,1%) e o óleo (US$ 240,1 milhões; +123,9%) tiveram números positivos.

No setor de carnes, as vendas de carne bovina (US$ 129,4 milhões; +29,5%) e da carne de frango (US$ 392,3 milhões; 27,0%) ganharam espaço, enquanto a carne suína (US$ 180,8 milhões; -7,7%) apresentou recuo.

No fumo e seus produtos, o fumo não manufaturado, principal produto da pauta de vendas, registrou aumento expressivo (US$ 469,2; +111,8%)

Nos cereais, farinhas e preparações, o arroz (US$ 168,3 milhões; +71,0%) foi o principal destaque, enquanto no segmento de máquinas e implementos agrícolas, as colheitadeiras (US$ 18,7 milhões; +63,2%) tiveram a alta mais expressiva nas vendas.

No setor de produtos florestais, a celulose (US$ 268,9 milhões; -18,6%) puxou a redução total no comércio exterior no terceiro trimestre de 2022.

Destinos

Em relação aos principais destinos das exportações, a China manteve a liderança, responsável por comprar 34,4% de tudo o que o agronegócio do Estado comercializa.

O resultado deixa o país asiático à frente da União Europeia (13,7%), do Irã (6,0%), dos Estados Unidos (5,1%) e da Índia (3,8%), mas apresenta queda em relação ao percentual do mesmo período de 2021, quando foi responsável por 56,7% do total das vendas gaúchas.


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