Crime identificado

Polícia desmonta esquema de clonagem de cartões para compra de produtos por app

Quadrilha clonava cartões e fazia compras de baixo valor na plataforma iFood usando até CPFs falsos. Depois, revendia produtos do golpe “em promoção”.

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A Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta quinta-feira (27), uma operação para combater quadrilha acusada de clonar cartões para comprar alimentos por aplicativo. Os crimes conseguiam burlar o sistema de verificação do app iFood e os sistemas de segurança de instituições bancárias. Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos na cidade de Porto Alegre e Viamão com o objetivo de reprimir crime de receptação.

As investigações, que são realizadas pela Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos e Defraudações, tiveram início a partir da identificação do crime de falsidade ideológica noticiada por mercados parceiros da plataforma virtual. Os estabelecimentos suspeitaram do elevado volume de compras retirado com periodicidade diária pelos investigados.

Os fraudadores realizavam diversas compras pelo iFood utilizando nomes e CPFs falsos, sempre em baixo valor. Os pagamentos eram feitos com cartões clonados das vítimas. Para não chamar atenção do sistema, com muitas entregas em um endereço, eles usavam a modalidade “takeout”, em que a retirada dos pedidos é realizada junto ao mercado parceiro, com agendamento de horário.

Esse sofisticado sistema conseguia, de certa forma, dificultar às vítimas a identificação da compra não autorizada. Também dificultava a identificação de uma fraude, pois a retirada dos produtos era feita com a apresentação do código.

Conforme a Polícia Civil, mais de 2.300 compras foram identificadas. Análise feita nos dados dos compradores identificou divergências entre os nomes e CPFs fornecidos e, inclusive, CPFs inexistentes como adquirentes.

Quando a investigação pediu imagens do sistema de videomonitoramento aos estabelecimentos comerciais, a equipe de investigação da Delegacia identificou os veículos responsáveis pela coleta dos pedidos, passando a monitorar as atividades do grupo criminoso.

Não demorou muito tempo para a Polícia Civil descobrir destino dos produtos adquiridos por meio fraudulento. Os itens eram colocados em um depósito, que funciona como um suposto “atacado”, de onde eram revendidos a pequenos mercados de bairro a um valor bastante inferior aos praticados no mercado daCapital.

Na ação foram apreendidas diversas mercadorias, notas fiscais, aparelhos de telefone celular, um veículo e quantia em dinheiro ainda não contabilizada.

Itens comprados em fraude eram revendidos em “atacado”. Foto: Polícia Civil / Divulgação

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