Poder de compra corroído

Após dois meses de deflação, IPCA-15 sobe 0,16% em outubro

Os preços da categoria Alimentos e Bebidas subiram, indicativo que a redução nos preços dos combustíveis não se espalhou para outros setores da economia.

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Compras no supermercado. Foto: Henrique Ferreira Bregão / Câmara de Vereadores de Porto Alegre

O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15) para outubro foi de 0,16%, quebrando a sequência de deflação artificial causada pela queda dos preços da gasolina. O índice é considerado a prévia da inflação do país.

Em setembro, o índice havia registrado queda de -0,37%. Agora, o IPCA-15 volta a registrar alta. A variação é a menor para o mês desde 2019 (quando foi de 0,09%).

Assim como no mês anterior, somente três dos nove grupos do IPCA-15 tiveram queda de preços. Em outubro, essas retrações foram em Transportes (-0,64%), Comunicação (-0,42%) e Artigos de residência (-0,35%).

No lado das altas, as maiores variações vieram aumento de preços em Vestuário (1,43%), Saúde e cuidados pessoais (0,80%) e Despesas Pessoais (0,57%). Os preços da categoria Alimentos e Bebidas subiram, em média 0,21% em outubro, indicativo que a redução nos preços dos combustíveis não se espalhou para outros setores da economia.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,80% e, em 12 meses, de 6,85%. O resultado está abaixo dos 7,96% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2021, a taxa foi de 1,20%.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços são coletados entre a segunda metade do mês anterior e a primeira metade do mês de referência da divulgação. Neste mês, as coletas foram entre 15 de setembro a 13 de outubro.


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