Crônica Atlético-GO 1 x 2 Inter: uma visão no deserto

Inter abriu 2 a 0 com dois de Pedro Henrique no primeiro tempo. Churín descontou na etapa final

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O Inter não ganha o Campeonato Brasileiro desde 1979. Desde então, o torcedor colorado viveu a ilusão do título em mais de uma oportunidade. Assim, no que diz respeito à conquista do Brasileirão, torcer para o Inter se tornou uma espécie de peregrinação no deserto, em que volta e meia, o andarilho nômade se depara com a miragem de um lago de água limpa.

Em 2022, mais de quarenta anos depois do título invicto de 79, e após insucessos nas demais competições da temporada, o Inter volta a enxergar as águas frescas da competição nacional. O Colorado foi à Goiânia, na noite desta segunda-feira (19), encarar o Atlético-GO, para manter vivo o sonho de buscar o Palmeiras e, enfim, sair campeão.

E o começo da travessia foi complicado. O Atlético, mal na tabela, imprimiu mais volume nos minutos iniciais. A equipe goiana chegou com perigo e poderia ter marcado duas vezes.

Mas o Inter soube explorar os espaços, sempre guiado por Pedro Henrique. Foram dele os dois gols que colocaram a equipe gaúcha em vantagem na etapa inicial.

O primeiro, aos 27, em um chutaço de perna direita. E, depois, em uma jogada que chegou para Maurício dentro da área pela esquerda. Ele chutou para o meio e Pedro Henrique escorou com a coxa, ampliando o placar. Houve extensa análise do VAR, mas o gol foi confirmado.

Segundo tempo

No segundo tempo, o adversário, mais uma vez, veio com tudo. Churín descontou aos 19. Com a devida licença poética, o lago, que antes aparecia de forma cristalina, ficava agora turvo, e sua imagem pouco nítida.

Mano tentou consertar. Colocou De Pena e Liziero nos lugares de Edenilson e Alan Patrick. Não adiantou muito. O Atlético seguia melhor. Depois saíram Alemão e Pedro Henrique e entraram Romero e David.

Em meio aos perigos, o Inter, em um lance isolado, teve uma grande chance com Romero, mas ele desperdiçou. Na sequência, a equipe da casa perdeu um gol feito com Ricardinho.

Os minutos finais foram de tensão, como acontece de forma recorrente com o Inter nestas situações. O Atlético pressionava e o Colorado se defendia como podia. Mas nesta noite de segunda-feira não houve desfecho trágico.

O Inter foi na direção da água e ela estava ali. Mais uma vez, foi possível bebê-la. Que siga a travessia colorada, pois a torcida tem sede.

Coletiva

Em sua fala, Mano disse, sobre a atuação de Pedro Henrique, “não tenho dor de cabeça com jogador bom. Jogador que ajuda a resolver é bom”, afirmou.

Sobre o jogo, ele disse que “nós temos uma maneira de jogar e ela vai ser mantida. O time tem bastante claro as funções que ele precisa para ser a segunda colocada no campeonato”, prosseguiu.

E concluiu, também sobre a partida, que “esperava um jogo duro. Quando fizemos o gol, era um momento de dificuldade. O atlético arriscou e a gente aceitou o risco e apostou na nossa capacidade de definir”, disse.

Situação e próximo jogo

Com o resultado, o Inter é vice-líder do Campeonato Brasileiro, com 49 pontos, oito atrás do líder Palmeiras. O próximo jogo do Colorado na competição é contra o Bragantino, no Beira-Rio. A partida será realizada na quarta-feira (28), às 21h45.

Escalações

Atlético-GO

Renan; Dudu, Lucas Gazal, Klaus e Arthur Henrique (Ricardinho); Willian Maranhão, Rhaldney (Marlon Freitas) e Shaylon (Kelvin); Airton (Léo Pereira), Churín e Wellington Rato –4-3-3Técnico: Eduardo Souza (auxiliar)

Inter

Keiller; Bustos, Vitão, Mercado e Renê; Gabriel, Edenilson (Liziero), Mauricio (Moledo) e Alan Patrick (De Pena); Pedro Henrique (David) e Alemão (Braian Romero) – 4-5-1 Técnico: Mano Menezes

Arbitragem

Árbitra: Edina Alves Batista (FIFA-SP)
Auxiliar: Neuza Inês Back (FIFA-SP)
Auxiliar: Fabrini Bevilaqua Costa (FIFA-SP)
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (FIFA-RJ)

 

 


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