Com a aproximação das eleições, combate a fake news fica ainda mais importante

Estudo aponta que 82% dos brasileiros acreditam que as últimas eleições foram influenciadas por conteúdos “fake”.

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Com a aproximação das eleições, o combate à disseminação de Fake News se torna ainda mais urgente.

Neste ano, os jovens estão sendo amplamente incentivados a participarem do processo eleitoral. Atento a este movimento, o Instituto Palavra Aberta desenvolveu o programa #FakeToFora, que visa conscientizar os jovens sobre a responsabilidade deles na não propagação de informações falsas.

O #FakeToFora capacita educadores e estudantes de todo o país para que promovam ações e reflexões no preparo para as votações, mas é acessível à população em geral.

O projeto oferece uma metodologia para que as pessoas criem um coletivo ou clube de checagem, em que terão a oportunidade de praticar a leitura reflexiva das informações. Os materiais são gratuitos e enfatizam o papel da educação midiática na construção da cidadania.

A ideia da campanha nasceu pela impressão do instituto sobre anos eleitorais anteriores, que foram circundadas imperativamente por desinformação, notícias falsas (fake news), discursos de ódio, entre outras manifestações presentes, principalmente, nas redes sociais.

Dados revelados pelo estudo “Iceberg digital”, desenvolvido pela Kaspersky, também serviram como sinais de atenção para a importância de envolver e motivar o público jovem a participar ativa, consciente e democraticamente das eleições:

  • 62% dos brasileiros não conseguem reconhecer uma notícia falsa;
  •     apenas 2% nunca ouviram falar do termo “fake news”;
  •     42% dos brasileiros ocasionalmente questiona o que lê na internet;
  •     os principais meios para cair nas fake news são as redes sociais, como WhatsApp e Facebook.

Além disso, um estudo do MIT mostrou que, no Twitter, informações falsas têm 70% mais chances de serem retuitadas do que as verdadeiras.

Já um estudo liderado pela Transparência Internacional mostrou que 82% dos brasileiros acreditam que as últimas eleições foram influenciadas por conteúdos “fake”.


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