Sobe para 12 número de casos de varíola no Rio Grande do Sul

Entre o total de pacientes com diagnóstico positivo para a varíola dos macacos, são sete homens e cinco mulheres.

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O número de casos de varíola dos macacos (monkeypox) confirmados no Rio Grande do Sul chegou a 12. Sete deles foram confirmados pela SES (Secretaria Estadual da Saúde) nos últimos sete dias. Entre o total de pacientes com diagnóstico positivo, são sete homens e cinco mulheres.

Conforme a Secretaria da Saúde, Porto Alegre registra o maior número de casos, com 5 diagnósticos postivos. Caxias do Sul tem dois casos. Canoas, Garibaldi, Igrejinha, Uruguaiana e Viamão registram um caso cada.

A doença, que é causada por um vírus tem caráter endêmico em alguns países da África Central e da África Ocidental. Foi descoberta na década de 1960 e foi detectada primeiro em macacos, por isso ficou conhecida como “varíola dos macacos”. Ela é diferente do vírus que causa a varíola humana, doença que foi erradicada na década de 1970 após uma campanha mundial de vacinação.

Ao longo da história da saúde pública mundial, houve surtos em alguns países, como, por exemplo, nos Estados Unidos, mas com poucos casos. Porém, neste ano foi identificado o primeiro grande surto em países não endêmicos, ou seja, países que não são da África Central e da África Ocidental, com circulação sustentada do vírus.

Transmissão, prevenção e tratamento

A principal forma de transmissão é por meio do contato pele com pele, secreções ou por objetos pessoais do paciente infectado. O período de incubação (tempo entre o contágio e o aparecimento de sintomas) é geralmente de seis a 13 dias, mas podendo chegar a até 21. Inicialmente a pessoa apresenta febre, dor de cabeça intensa, dor nas costas e inchaço nos linfonodos (pescoço, axila ou virilha). Lesões na pele costumam surgir mais frequentemente na face e extremidades.

Considerando que a transmissão ocorre por contato direto prolongado com pessoas infectadas ou por objetos contaminados (como toalhas, lençóis, talheres), recomendam-se como formas de prevenção o isolamento dos doentes (com uso de máscara) e a intensificação de medidas de higiene individuais (lavagem de mãos) e ambientais (desinfecção de superfícies de toque do paciente).

Os pacientes diagnosticados devem receber líquidos e alimentos para manter o estado nutricional adequado e manter as lesões cutâneas limpas e secas.


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