PF faz operação contra empresários que defenderam golpe de estado

Mensagens vazadas mostraram grupo defendendo um golpe de estado, caso o resultado das eleições de outubro seja a favor do candidato Lula.

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A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão contra um grupo de empresários suspeitos de conspirarem contra a democracia brasileira nesta terça-feira (23). Mensagens vazadas de um grupo de WhatsApp mostraram que donos de empresas defenderam um golpe de estado, caso o resultado das eleições de outubro seja a favor do ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Todos são apoiadores do atual mandatário, Jair Bolsonaro (PL), que concorre à reeleição e está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto.

São oito ordens judiciais expedidas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Os mandados são cumpridos nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. A PF ressalta que as ações ocorrem no âmbito de inquérito policial em tramitação no STF.

Celulares dos empresários foram apreendidos pela Polícia Federal. Além das buscas, Moraes também determinou a quebra de sigilo bancário, o bloqueio de contas dos empresários e a suspensão de seus perfis nas redes sociais.

Entre os alvos estão Luciano Hang, da Havan; José Isaac Peres, da rede de shoppings Multiplan; Ivan Wrobel, da Construtora W3; José Koury, do Barra World Shopping; André Tissot, do Grupo Sierra; Meyer Nigri, da Tecnisa; Marco Aurélio Raimundo, da Mormaii; e Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu.

Em manifestação ao outros veículos, todos os empresários negaram o conteúdo das mensagens. Alguns empresários também se manifestaram negando que defendam um golpe de Estado ou que apoiem atos que sejam ilegítimos, ilegais ou violentos.


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