Nova etapa da “Operação Arca” prende quatro pessoas e apreende mais de cem animais silvestres

Algumas aves chegaram a ser vendidas a R$ 1,8 mil. A investigação também identificou a negociação de um macaco-prego por R$ 5 mil

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Quatro pessoas foram presas e 105 aves silvestres foram apreendidas, nesta sexta-feira (26), em mais uma etapa da Operação Arca, uma ação permanente da Polícia Civil realizada desde 2019 e que apura crimes de maus-tratos contra animais. Na investida de hoje, coordenada pela delegacia de Esteio, com apoio da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, além dos maus-tratos, o alvo era o comércio ilegal de animais silvestres e de armas para caça, além da própria prática de caça ilegal.

Foram cumpridos 46 mandados de busca e apreensão em Alvorada, Canoas, Esteio, Gravataí, Nova Santa Rita, Parobé, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, São Jerônimo, São Leopoldo, Venâncio Aires, e Viamão. Dos quatro detidos, três foram presos em flagrante por porte ilegal de arma de fogo em Rio Pardo. Segundo a polícia, eles seriam caçadores ilegais. O quarto detido, também flagrante, foi preso por maus-tratos a um cão do qual era dono. O animal foi resgatado em Esteio.

O cachorro foi encaminhado ao setor de Bem Estar Animal da prefeitura do município. Já os animais apreendidos foram levados ao centro de triagem de animais silvestres do Ibama. Outras 10 pessoas foram autuadas e assinaram termos circunstanciados.

Também foram apreendidas três armas, munição, telefones e aproximadamente R$ 4,5 mil em espécie em uma residência de Rio Pardo.

Na investigação, a polícia apurou a criação uma associação criminosa, que atuava em todo o Estado. Ela realizava o comércio de animais silvestres e armas ilegais cujo fim era a caça ilegal. Segundo a Polícia Civil, os criminosos negociavam pássaros e armamento nas redes sociais, em grupos abertos e fechados, e chegavam a trocar imagens de animais mortos nas caçadas.

Ainda segundo a Polícia, trata-se de um comércio que movimenta altos valores em animais e, consequentemente, em armas. Algumas aves chegaram a ser vendidas a R$ 1,8 mil. A investigação também identificou a negociação de um macaco-prego por R$ 5 mil.


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