Brigada Militar pretende implementar câmeras nos uniformes dos soldados ainda em 2022

O equipamento tem gravação contínua e autonomia para gravar durante 12 horas ininterruptas dos turnos de serviço.

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Câmera corporal testada pela Brigada Militar. Crédito: Brigada Militar / Divulgação

A Brigada Militar emitiu uma nota, na tarde desta segunda-feira (22), afirmando que pretende adquirir câmeras corporais a fim de que sejam empregadas por policiais militares em serviço. Até o final de 2022 ,serão destinadas cerca de 300 câmeras aos efetivos da BM de Porto Alegre, compondo, assim, o primeiro lote de aquisições.

Segundo a BM, os equipamentos serão utilizados, inicialmente, por batalhões de Porto Alegre, Região Metropolitana, Vale do Rio dos Sinos e da Serra. Ao longo do ano de 2021 e até maio do corrente ano, a Brigada Militar realizou a fase de testes dos equipamentos. Os experimentos foram realizados junto aos efetivos do 9º BPM e no 1º BPChq (1º Batalhão de Polícia de Choque), Porto Alegre, e na Operação Golfinho, durante o veraneio.

O equipamento tem gravação contínua e autonomia para gravar durante 12 horas ininterruptas dos turnos de serviço. Após o turno de trabalho, o policial que estava portando a câmera a devolve no batalhão e as imagens são transmitidas para um servidor que armazena as gravações, cujo acesso é exclusivo do sistema de gestão operacional das unidades da BM.

A polícia militar gaúcha afirma que a tecnologia impede que as imagens não sejam copiadas diretamente da câmera. Também não podem ser editadas, de acordo com a corporação.

O objetivo do uso do equipamento é qualificar o conjunto de provas das práticas ilícitas, contribuindo para a efetividade da análise criminal. O emprego das câmeras corporais também visa aumentar a transparência e a fiscalização das ações policiais e do uso da força, bem proteger o policial em serviço no que tange à reação das pessoas em conflito com a lei, pela percepção de que estão sendo gravadas.


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