Startup gaúcha é selecionada para participar de projeto inédito de hidrogênio verde no Brasil

A startup também utiliza o conceito de economia circular, bem como obtém créditos de carbono.

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A startup gaúcha Phama Energias Renováveis, de Panambi, foi selecionada na primeira edição do Programa de Inovação em Hidrogênio Verde, o iH2Brasil.

O iH2Brasil é uma iniciativa pioneira da Aliança Brasil-Alemanha para o Hidrogênio Verde, formada pelas Câmaras de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo e Rio de Janeiro, que tem por objetivo fomentar ideias para o desenvolvimento de soluções inovadoras na produção, logística e aplicação que contribuam com a expansão da utilização do H2.

Projeto selecionado

A Phama Energias Renováveis propõe, a partir de H2 Verde, produzir Fertilizante Nitrogenado a 74%, proveniente de Amônia Verde e H2 Verde, descentralizado, descarbonizado e digitalizado.

Nesta rota do H2, produzir fertilizante para o agronegócio aplicar em lavouras e produzir grãos sem pegada de carbono.

Este fertilizante aplicado em lavouras, aumenta sua produtividade e possibilita a produção de um grão descarbonizado, para consumo ou para sementes, podendo exportar o produto acabado, sem pegada de carbono.

A startup também utiliza o conceito de economia circular, bem como obtém créditos de carbono. Nesta forma de produção, oferece previsibilidade de custos, o que hoje é impossível sem o uso da tecnologia.

Cenário atual

Diante da crescente preocupação mundial para conter as mudanças climáticas e os seus efeitos no planeta, os países vêm firmando compromissos de redução de emissões de CO2.

Alinhado a isso, o governo brasileiro, sexto maior emissor de CO2 do mundo, se comprometeu em reduzir suas emissões em 37% até 2025, e em 43% até 2031. Apresentando também metas ambiciosas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 55% até 2050.

Uma das principais formas de evitar o aumento da concentração de CO2 na atmosfera, e seus consequentes efeitos para o planeta e sociedade é por meio do uso de fontes de “energia limpa”, ou seja, que não se utilizam de combustíveis fósseis na sua produção.

O Brasil já possui 83% da sua matriz energética proveniente de energias renováveis, ocupando o primeiro lugar entre os países em produção de energia limpa. I

sso se dá, devido às suas características geográficas e climáticas que, também habilitam o potencial do país para se tornar um dos líderes globais em Hidrogênio Verde, uma das principais apostas para a eliminação dos combustíveis fósseis.

A energia renovável no Brasil apresenta custos de geração que estão entre os mais competitivos do mundo, indicando esta mesma tendência para o Hidrogênio Verde.

“Olhando especificamente para o ecossistema de PD&I voltado ao Hidrogênio Verde, a situação é incipiente e bastante concentrada no campo da produção, ficando bastante defasada a parte de logística e de aplicação. Fora isso, ainda são poucas as iniciativas voltadas ao apoio de Cleantechs, empresas baseadas em tecnologias limpas, que demandam grande investimento e tempo para seu desenvolvimento”, diz Bruno Vath Zarpellon, diretor de Inovação e Sustentabilidade da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK SP).

“O Programa iH2Brasil vai permitir ao Brasil sair na frente e se tornar referência mundial na utilização de hidrogênio verde para conter os efeitos nocivos das emissões de carbono na atmosfera”, acrescenta Zarpellon.

Foto: Divulgação

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