Inflação desacelera em maio, mas acumula índice de 11,73% em doze meses

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em maio. A maior inflação veio do setor de vestuário.

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Os preços subiram, mas com menor força no mês de maio, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de maio foi de 0,47%, isso é 0,59 ponto percentual abaixo da taxa de 1,06%, de abril.

No ano, o IPCA acumula alta de 4,78% e, nos últimos 12 meses, de 11,73%. Isso é abaixo dos 12,13% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2021, a variação havia sido de 0,83%. Em Porto Alegre, a inflação está em 3,14% no ano. Já o índice dos últimos 12 meses é de 10,79%.

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em maio. A maior inflação veio do setor de vestuário, com alta de 2,11%. A contribuição no índice, no entanto, é pequena: 0,09%. O resultado do grupo foi influenciado principalmente pela alta nos preços das roupas masculinas (2,65%), das roupas femininas (2,18%) e das roupas infantis (2,14%). O item calçados e acessórios (2,06%) também registrou variação superior a 2% em maio. A exceção no grupo foram as joias e bijuterias, cujos preços recuaram 0,34%.

O maior impacto seguiu da área de transportes, com 0,30%. A inflação no setor foi de 1,34%. Houve desaceleração se comparado ao mês anterior, quando o índice era de 1,91%. A maior contribuição veio das passagens aéreas (18,33%), que já haviam subido em abril (9,48%). Foi o maior impacto individual sobre o índice do mês.

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Os combustíveis (alta de 1,00%) desaceleraram em relação ao mês anterior (3,20%), devido à gasolina, que passou de 2,48% em abril para 0,92% em maio. Houve ainda queda no preço do etanol (-0,43%), que, em abril, havia subido 8,44%.

Alimentos e bebidas também desaceleraram, registrando 0,48% em maio, frente à alta de 2,06% em abril. O único grupo a apresentar queda foi Habitação (-1,70%), contribuindo com um impacto de -0,26 p.p. no índice do mês. Os demais grupos ficaram entre o 0,04% de Educação e o 1,01% de Saúde e cuidados pessoais.


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