Baixa adesão à vacina da gripe é fator preocupante em 2022

A baixa vacinação é preocupante, uma vez que a doença pode levar a complicações em pacientes do grupo de risco e até provocar óbito.

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Foto: Cesar Lopes/PMPA

A baixa procura pela vacina da gripe tem deixado gestores públicos da área da saúde em alerta e parte da população em risco. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, apenas 50% das pessoas que podem ser imunizadas receberam a vacina contra a Influenza. A baixa vacinação é preocupante, uma vez que a doença pode levar a complicações em pacientes do grupo de risco e até provocar óbito.

Conforme os dados da SES, o total da população dos grupos prioritários no Rio Grande do Sul para a campanha deste ano foi estimado em 4,9 milhões de pessoas. Para atender esse público, foram recebidas cerca de 5,1 milhões de doses. No entanto, até o último balanço, pouco menos de 2 milhões de doses haviam sido aplicadas.

A enfermeira especialista em vacinação Kátia Oliveira, alerta que a vacina é a principal forma de prevenção da doença e que mesmo que as nossas atenções ainda estejam voltadas para a Covid-19, não há razão para a baixa adesão. “É importante lembrar que em janeiro deste ano o Paraná decretou epidemia da nova cepa, H3N2, após o aumento no número de diagnósticos e mortes”, afirma.

Todos os anos, a OMS (Organização Mundial da Saúde) define a composição dos imunizantes contra a influenza, divulgando quais são as cepas que mais circulam no inverno do hemisfério norte. Com base nisso as vacinas do ano são produzidas e disponibilizadas à população pelo SUS, com a versão trivalente e na rede privada, com a tetravalente.

“Em 2022 a tetravalente conta com a imunização de duas cepas de influenza A: a H1N1e H3N2; e duas cepas da influenza B. Essa opção é bastante interessante pois proporciona uma cobertura ainda maior”, reforça Katia.

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações, a SBIm, tomar a tetravalente tem algumas vantagens, principalmente se a pessoa está no grupo de risco – composto por crianças menores de 6 anos, idosos a partir dos 60 anos, gestantes, pessoas com deficiência de imunidade, doenças crônicas pulmonar, em tratamento de câncer e obesos mórbidos – ou convive com pessoas que fazem parte dele.

“É uma doença muito perigosa, uma caixinha de surpresas que pode rapidamente evoluir para uma pneumonia e ou quadro mais grave. Nosso papel é estarmos protegidos com a vacina. Quanto mais pessoas imunizadas melhor para todos”, finaliza.


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