Agência de Medicamentos da União Europeia diz que varíola de macacos não é emergência sanitária

Desde maio, já foram confirmados mais de 320 casos da doença na União Europeia e mais de 550 no restante do mundo

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O responsável pela estratégia de vacinas da EMA (Agência Europeia de Medicamentos), Marco Cavaleri, afirmou nesta quinta-feira (2) que o atual surto de varíola de macacos no continente não é uma “emergência sanitária”.

Desde maio, já foram confirmados mais de 320 casos da doença na União Europeia e mais de 550 no restante do mundo, desconsiderando os países onde o vírus é endêmico.

Imagem de microscópio mostra vírus causador da varíola do macaco. Crédito: Cynthia S. Goldsmith, Russell Regner/CDC

Segundo Cavaleri, a varíola de macacos “tem diferenças significativas para a Covid-19, começando pelo fato de que não se transmite facilmente entre humanos”.

“É provável um aumento dos casos, mas, atualmente, não é uma emergência sanitária”, declarou o dirigente da EMA, acrescentando que a atenção das autoridades sanitárias deve se concentrar na identificação e monitoramento de novos contágios.

A doença pode ser transmitida por gotas de saliva e por contato com fluidos corporais e lesões cutâneas, inclusive durante relações sexuais. Já os sintomas são semelhantes aos da varíola humana – que está erradicada no mundo desde 1980 -, como febre, dores musculares e o surgimento de bolhas na pele, embora de forma mais leve.

O nome “varíola de macacos” se deve ao fato de o vírus ter sido descoberto em colônias de símios, em 1958. Atualmente, acredita-se que os roedores sejam os principais hospedeiros do patógeno. O primeiro caso em humanos data de 1970, na República Democrática do Congo, durante os esforços para a erradicação da varíola.


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