Vigilância em Saúde do Estado monitora três casos de hepatite aguda infantil de origem desconhecida

A hepatite de origem desconhecida está acometendo crianças em, ao menos, 20 países

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Crédito: Raquel Portugal / Fiocruz Imagens

A SES (Secretaria Estadual da Saúde) informou que está monitorando três casos de hepatite aguda infantil de origem desconhecida. Em um primeiro momento, porém, até que as investigações avancem não serão divulgados dados mais detalhados dos casos.

Em abril, a SES já havia emitido um comunicado com orientações às vigilâncias epidemiológicas das Hepatites Virais dos municípios e regionais do Estado. A hepatite de origem desconhecida está acometendo crianças em, ao menos, 20 países.

Os primeiros casos da doença foram notificados no início de abril, no Reino Unido. Depois, até a última semana, 348 prováveis casos desta hepatite foram registrados pela Organização Mundial da Saúde em cerca de 20 países. Uma morte foi confirmada.

No Brasil, o Ministério da Saúde já havia divulgado alerta sobre casos que se enquadram como prováveis em pelo menos outros oito estados (Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo).

Em um levantamento realizado pela Secretaria de Vigilância em Saúde da pasta, foram notificados 47 casos da doença no país. Agora, 44 estão em análise.

Além disso, na última sexta-feira (13), o Ministério da Saúde instalou uma Sala de Situação para monitorar e acompanhar os casos de hepatite aguda de causa a esclarecer. A iniciativa tem como objetivo apoiar a investigação de casos da doença notificados em todo Brasil, bem como o levantamento de evidências para identificar possíveis causas.

A Hepatite

Esta doença se manifesta de forma muito severa e não tem relação direta com os vírus conhecidos da enfermidade. Em cerca de 10% dos casos foi necessário realizar o transplante de fígado. Em comunicado divulgado em 23 de abril, a OMS disse que não há relação entre a doença e as vacinas utilizadas contra a covid-19.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), um caso é considerado como provável quando a pessoa apresenta hepatite aguda e que tenham sido descartados todos os vírus conhecidos causadores da doença (A, B, C, D ou E). Nesses casos, outros exames são feitos para determinar se a causa pode ser outra, como adenovírus, covid-19 ou arboviroses (dengue, zika e chikungunya).

Sintomas e tratamento

A hepatite aguda apresenta diferentes sintomas: gastrointestinais, como diarreia ou vômito, febre e dores musculares. Porém, o mais característico é a icterícia, que é uma coloração amarelada da pele e dos olhos.

O tratamento atual busca aliviar os sintomas e estabilizar o paciente se o caso for grave. As recomendações de tratamento deverão ser aprimoradas, assim que a origem da infecção for determinada.

Os pais devem ficar atentos aos sintomas, como diarreia ou vômito, e aos sinais de icterícia. Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente.


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