Polícia investiga associação criminosa que fraudou licitações de prefeituras do Litoral Norte do RS

É investigada uma associação criminosa que fraudava licitações do ramo de hidrojateamento e água servida em cidades do Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

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A Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta terça-feira (24), a operação Underground (subterrâneo, em inglês). O objetivo é obter provas da atuação de uma associação criminosa que fraudava licitações do ramo de hidrojateamento e água servida. Os alvos da organização criminosa eram prefeituras do Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

Foram cumpridas cinco ordens judiciais de busca e apreensão em Canoas, na região metropolitana, e Torres, no Litoral Norte. Entre os locais onde há buscas estão a sede da Prefeitura de Torres, sedes de empresas e nas residências de investigados. A operação é da DECOR (Delegacia de Combate à Corrupção) do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

Buscas da operação Underground foram realizadas na Prefeitura de Torres. Foto: Polícia Civil / Divulgação

Conforme investigações, estão envolvidos na fraude empresários do ramo de saneamento. A suspeita é que eles buscavam burlar certames licitatórios. Em alguns casos eles esvaziavam a concorrência ou criavam uma falsa competição entre empresas, a fim de direcionar a licitação para um dos envolvidos.

Denúncias levaram os policiais a descobrir o esquema no Litoral Norte gaúcho. As investigações apontaram que um dos empresários ofereceu a representante de uma empresa concorrente a possibilidade de negociarem uma licitação e as empresas parassem de concorrer.

Em outro certame, verificou-se o surgimento de nova empresa concorrente, criada um mês antes. A estrutura empresarial se dizia capaz de prestar o mesmo tipo de serviço que a concorrente. No entanto, ela não tinha a qualificação necessária para participar da licitação.

A Polícia Civil também constatou que um dos empresários já teria se utilizado do mesmo modus operandi há anos atrás, em outros estados da federação.

A Prefeitura de Torres, citada nesta reportagem, não se manifestou sobre a operação até o momento. Se o fizer, o posicionamento será acrescentado.


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