Polícia Civil desarticula organização criminosa que praticava crimes em condomínio residencial de Esteio

Os investigados são membros de uma família ligados a uma facção criminosa que atua no Vale do Sinos.

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (3), uma operação para desarticular um esquema do crime organizado em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre. Os investigados são membros de uma família ligados a uma facção criminosa que atua no Vale do Sinos. Para a polícia, eles “dominavam” um condomínio residencial, obrigando os cerca de 900 moradores a conviverem com o tráfico de drogas.

Os crimes investigados são de tráfico de drogas, associação ao tráfico, corrupção de menores e coação no curso do processo. Foram cumpridas 32 ordens judiciais, sendo 12 mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão.

Conforme a Polícia Civil, a investigação criminal durou mais de um ano. Os investigadores receberam uma série de denúncias contra componentes de uma mesma família, cujo líder encontra-se atualmente recolhido em presídio federal. O criminoso é ligado a uma facção criminosa que atua na venda de drogas, armas e no cometimento de outros crimes. A origem da quadrilha é o Vale do Sinos.

Durante as investigações, os policiais descobriram que os criminosos atuavam no fornecimento de drogas no interior e no entorno do condomínio. A quadrilha também conseguiu tornar a esposa do principal investigado a síndica do condomínio. Empresas que estavam como contratadas para prestar serviços ao prédio  – como serviço de manutenção, limpeza, vigilância e pintura – pertenciam, na verdade a integrantes da quadrilha. Além disso, os criminosos tinham as chaves dos apartamentos desocupados e, posteriormente, invadidos pela facção.

Quadrilha criou sistema de vigilância para informar chegada da polícia

Segundo a polícia, pessoas para atuarem como “olheiros” em vários pontos do condomínio. As câmeras de videomonitoramento foram alteradas para comunicar qualquer movimentação da polícia ou de rivais do tráfico.

Segundo a delegada Luciane Bertoletti a investigação foi “extremamente difícil”. “O condomínio encontra-se sob o domínio dos criminosos que garantem o silêncio dos moradores ou por medo ou por troca de benefícios. O condomínio está sitiado por esse grupo, que são familiares. Eles andam armados, vendem drogas de forma livre. As pessoas não querem denunciar porque têm muito medo”, afirma.

Já o Diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado Mario Souza, afirmou que a ação visa  desarticular a forma de atuação desse tipo de milícia nos condomínios onde ocorreu a operação.


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