Sobe para 964 número de casos de dengue autóctone em Porto Alegre

O número de bairros com infestação alta do mosquito Aedes Aegypti apresentou ligeira queda, mas 11 seguem com níveis muito altos.

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Foto: Betina Carcuchinski/PMPA

Chega a 964 o número de casos de dengue contraídos por moradores em Porto Alegre até o dia 9 de abril. O dado consta em boletim divulgado nesta terça-feira (12), pela SMS (Secretaria Municipal de Saúde) e estão sujeitos à revisão.

De acordo com a Prefeitura, foram notificadas para a Vigilância Epidemiológica 1.518 suspeitas de dengue entre moradores da Capital. Destes, 987 (65,2%) foram confirmados, sendo que 964 foram contraídos por moradores da Capital e os outros 23 são importados, ou seja, as pessoas foram infectadas fora de Porto Alegre.

Mas o mosquito Aedes Aegypti não trasmite apenas a dengue. Foram notificados três casos suspeitos de febre chikungunya entre moradores de Porto Alegre. Um deles foi confirmado, um descartado e um ainda aguardando resultado de exame laboratorial. Foram realizadas duas notificações de suspeita de zika, das quais uma foi descartada e a outra está em investigação.

De acordo com os dados do monitoramento do mosquito Aedes feito pela prefeitura, dois bairros da cidade monitorados por armadilhas apresentam infestação baixa. Três apresentaram infestação moderada; 11 o status de alerta e 29 estiveram com infestação alta na semana do monitoramento. O número de bairros com infestação alta apresentou ligeira queda. Na semana anterior, o número era de 34.

Os casos da doença são registrados em todas as regiões da cidade, com prevalência para os distritos sanitários Leste e Centro-Sul, com 631 e 102 casos autóctones respectivamente.

Em virtude do alto número de casos, associado à alta infestação do vetor na cidade, a diretora da Vigilância em Saúde alerta para a importância da comunidade se engajar nas ações, seja nos pátios e residências, evitando manter objetos que possam acumular água, transformando-se em criadouros do mosquito transmissor da dengue, seja no atendimento aos agentes de combate a endemias que estão em atuação na cidade, especialmente nas áreas de confirmação de casos. “São 69 agentes, que atuam em duplas ou maior número. Todos estão identificados”, enfatiza Fernanda Fernandes.


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