Prefeito diz que 403 corpos de civis foram encontrados em Bucha

Segundo Anatoly Fedoruk, número deve aumentar porque os militares ainda fazem buscas nos escombros das casas destruídas.

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As autoridades da cidade de Bucha, que fica a cerca de 25 quilômetros da capital da Ucrânia, Kiev, informaram nesta terça-feira (12) que já foram localizados 403 corpos de civis mortos durante a ocupação das tropas russas.

Segundo o prefeito da cidade, Anatoly Fedoruk, esse número deve aumentar porque os militares ainda fazem buscas nos escombros das casas destruídas. Além disso, afirmou que os dados finais serão conhecidos apenas quando os moradores que fugiram poderão retornar para suas casas.

Os números não são verificáveis de maneira independente por conta dos conflitos em andamento.

As imagens de Bucha chocaram o mundo no início de abril, quando as tropas ucranianas retomaram o controle da cidade após mais de 30 dias de ocupação russa. Centenas de corpos de civis foram largados nas ruas do município, além de valas comuns terem sido encontradas em parques.

Os russos negam que tenham assassinado os moradores, dizendo que os próprios ucranianos fizeram isso. No entanto, muitos dos corpos tinham sinais de que estavam mortos há dias antes da chegada das forças de Kiev.

Nesta terça-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que as imagens da cidade “são fake news” e que a comunidade internacional fez a ação “sob falsa bandeira” para danificar a imagem das tropas do país.

Acusações de estupros

Nesta terça, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltou a acusar os militares russos de cometerem “centenas de estupros” incluindo de crianças e um bebê, em comentário repercutido pelo portal Ukrinform.

Segundo o mandatário, “nas áreas ocupadas liberadas pela Ucrânia, o trabalho continua para registrar e investigar os crimes de guerra cometidos pela Rússia”. Kiev, inclusive, criou um “arquivo” para ir computando todos os supostos crimes das tropas que invadiram o país.

“Quase todos os dias, nós encontramos valas comuns. Milhares de vítimas, centenas de casos brutais de tortura. Encontramos cadáveres em buracos e em porões. Corpos amarrados e mutilados. Centenas de órfãos, ao menos uma centena de crianças, e foram denunciados centenas de estupros entre meninas menores de idade e crianças muito pequenas – incluindo um bebê”, afirmou.


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