Novas lesões em atletas do Grêmo evidenciam a importância do investimento no departamento médico

Somente em 2021, 34 lesões tiraram importantes jogadores ao longo da temporada.

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Ferreira sentiu dores no adutor da coxa direita novamente e foi retirado do treino para realizar exame de ressonância magnética.

A percepção é de que o problema parece ser mais grave do que o departamento médico do clube pensava. Na mesma semana, uma lesão muscular de grau um na coxa esquerda de Edilson deve afastar o jogador por um período de 15 dias.

Somente em 2021, 34 lesões tiraram importantes jogadores ao longo da temporada. “Foi um ano caracterizado por longos períodos de afastamento por conta de lesões. E o que isso significa em termos de pontos na tabela, por exemplo?”, questiona o médico psiquiatra e membro do Movimento o Grêmio Primeiro, Gustavo Bolognesi.

O fato é que notícias como essas já viraram rotina no Grêmio e evidenciam a importância de investir na capacitação do departamento médico.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio

“O investimento em capacitação, atualização, equipamentos e material humano no departamento de saúde pode ser considerado muito baixo em comparação a todo universo de cifras do futebol. Principalmente, levando em conta o tamanho do impacto que isso exerce no campo,” avalia Bolognesi .

O médico cita um recente estudo que estimou os danos financeiros e o insucesso de equipes da Premier League por lesões durante a temporada.

De acordo com o estudo, a cada 136 dias somados do grupo de atletas lesionados, as equipes perderam em média um ponto na tabela da liga. Cada 271 dias somados de atleta com lesão corresponderam a uma posição na tabela, além de uma equipe do campeonato inglês perder em média 45 milhões de euros em uma temporada devido a lesões.

Resumidamente, houve queda na tabela da competição, baixa financeira, diminuição do nível técnico e visibilidade da competição.

“Lesões no esporte de elite são inevitáveis, mas podemos diminuir o tempo de afastamento e prevenir muitos problemas”, finaliza.


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