Ambulatório trans passa a atender na Restinga, em Porto Alegre

Um dos objetivos é poder atender pessoas que moram em áreas mais afastadas da região central

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No Dia Mundial da Saúde, começa a funcionar em Porto Alegre o segundo Ambulatório Trans da Capital. Ele estará disponível na Clínica da Família Álvaro Difini, propiciando à comunidade da Restinga, no Extremo-Sul da Capital, o acesso a um novo serviço de saúde voltado a mulheres e homens trans, travestis e pessoas não binárias.

No começo, o atendimento será oferecido todas as quintas-feiras, das 8h30 às 12h30, na unidade móvel do programa Fique Sabendo, que ficará estacionada no pátio da clínica. Depois, em duas semanas, haverá uma sala específica. O local vai atender residentes de Porto Alegre por demanda espontânea.

A equipe é multidisciplinar. Ela é composta por médica, enfermeira e psicólogo, oferecendo atendimento integral à saúde, com consulta, exames, hormonização, acolhimento e encaminhamentos. O formato é inspirado no Ambulatório Trans do Centro de Saúde Modelo, que fica no bairro Santana. Ele foi criado em agosto de 2019 e é o primeiro da cidade específico nessa linha de cuidado.

A assessora de Saúde Integral LGBTQIA+ da SMS, Gabriela Tizianel, diz que pessoas que moram em áreas mais afastadas da região central têm dificuldade de acessar o ambulatório e acabam interrompendo o acompanhamento. Por isso, afirma ela, “O acesso de atendimento especializado à população trans na Restinga é um significado de garantia de direitos e de mais dignidade, no sentido de corrigir algumas iniquidades”, diz a assessora, que atende no Modelo e atua na capacitação dos profissionais.

O serviço faz parte da Atenção Primária da SMS e foi contratualizado com a Associação Hospitalar Vila Nova. Além disso, ele integra a programação oficial de comemoração pelo aniversário de 250 anos de Porto Alegre.


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