Estados Unidos proibem importação de petróleo de origem russa; preço do barril passa de US$ 130

Durante o pronunciamento de Biden, o barril estava sendo cotado a US$ 132, com uma alta de 7,5%.

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Exploração de petróleo. Foto: reprodução / GloboNews

Novas sanções contra a Federação Russa foram anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (D). O governo estadunidense, por decisão bipartidária, vai proibir a importação pelos EUA de petróleo de origem russa. O percentual de mercado nos Estados Unidos é de cerca 7% a 8%. A expectativa pelo anúncio promoveu uma disparada do barril do tipo brent (159 litros), que ultrapassou a marca de US$ 130.

No entanto, ao contrário que se esperava, os países da União Europeia e da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) não seguiram a decisão dos Estados Unidos. A Alemanha, por exemplo, tem uma economia estritamente conectada ao mercado de hidrocarbonetos russo. Cerca de 30% do petróleo consumido pelo governo de Berlim é dependente da exploração da Rússia. Na conta, não é considerada a necessidade de gás natural alemão.

Durante o pronunciamento de Biden, o barril estava sendo cotado a US$ 132, com uma alta de 7,5%. O presidente americano pediu que as empresas não subam exageradamente os preços e pontuou que, desde que Vladimir Putin iniciou a guerra contra a Ucrânia, o preço da gasolina subiu US$ 0,75 nos Estados Unidos.

Reino Unido vai zerar compras até fim de 2022

E o governo do Reino Unido anunciou nesta terça-feira (8) que vai zerar suas importações de gás e petróleo da Rússia até o fim de 2022. No entanto, ao contrário de diversos países da Europa Ocidental, os britânicos compram de Moscou apenas uma pequena quantidade dessas matérias-primas em relação a suas necessidades. O gás e petróleo russo é responsável por cerca de 10% do consumo britânico.


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