Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprova cassação do mandato de Ruy Irigaray

Ruy Irigaray foi o primeiro parlamentar a ser cassado por seus colegas nesta legislatura e o terceiro na história da Casa.

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Foto: Joel Vargas / Assembleia Legislativa do RS

O plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, na sessão da tarde desta terça-feira (22), a perda de mandato parlamentar do deputado Ruy Irigaray (PSL). O deputado era investigado por ter usado assessores do seu gabinete na Assembleia para reformar a casa da sogra, na zona sul de Porto Alegre.

O PR 15 2021, da Comissão de Ética Parlamentar, que declara a perda de mandato recebeu 45 votos favoráveis e 3 contrários. Irigaray foi o primeiro parlamentar a ser cassado por seus colegas nesta legislatura e o terceiro na história da Casa. Na legislatura anterior perderam o mandato de Diógenes Basegio (PDT), em 2015, e Mario Jardel (PSD), em 2016.

Entenda o caso

As denúncias contra Irigaray vieram a público em reportagem veiculada pelo programa Fantástico, da Rede Globo, em 14 de fevereiro de 2021. Na matéria, de autoria do jornalista gaúcho Giovani Grizotti, as servidoras do gabinete Maria Cristina Nêrbas e Maria Beatriz Contre Arruda acusaram o deputado de utilizar mão-de-obra de funcionários lotados em cargos de comissão em seu gabinete na reforma de um imóvel, localizado na zona sul de Porto Alegre, e em tarefas domésticas, além de solicitar parte dos salários de servidores e de atacar desafetos por meio de perfis falsos nas redes sociais.

Em diversas oitivas, funcionários do gabinete reconheceram que realizaram reparos no imóvel, que passou a ser usado como um “gabinete funcional”, em decorrência das limitações sanitárias em vigência na Assembleia Legislativa na pandemia do novo coronavírus. De acordo com os depoimentos, eles realizariam os reparos fora do horário do expediente e receberiam valores além do salário pago pelo Poder Legislativo por isso.

Das três acusações – desvio de função, recebimento indevido de parte dos salários dos seus funcionários e disseminação de notícias falsas através do gabinete do investigado –, somente a primeira foi confirmada no relatório produzido pela subcomissão processante da Comissão de Ética.


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